No livro confiança

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Tendências Suicidas

2020.09.19 00:43 altovaliriano Tendências Suicidas

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/suicidal-tendencies/
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas
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MANIFESTO: VOLUME II, CAPÍTULO V

Embora Stannis possa ser vitorioso em sua batalha na Vila dos Arrendatários, ele ainda enfrentará uma tarefa impossível: tirar Winterfell dos Boltons.
Parece ridículo pensar que Stannis, um veterano de vários cercos, marcharia de bom grado, com um menor número de homens, assolado por tempestades e sem provisões, em direção a um castelo. Sugerir que ele fez isso apenas com base na é inverossímil.
Stannis tem uma crença muito estrita a respeito do uso do acaso ou do destino para orientar estratégias:
– Se é uma palavra para tolos.
(ADWD, Jon IV)
Mesmo com Mance causando estragos dentro das paredes de Winterfell, Stannis precisa especificamente de uma maneira de tornar a tomada de Winterfell plausível - uma maneira que não envolva destruir seu próprio exército no processo.
Lembre-se de que Stannis também deseja que o norte se una à sua causa. Isso significa que ele também deseja derrotar os Boltons de uma maneira que não prejudique sua capacidade de negociar com os vassalos do norte. Ele não quer matar os nortenhos se isso puder ser evitado.
Agora, antes de continuar e revelar os planos de Stannis, devo parar e perceber uma falsa premissa que muitos leitores assumiram:
Isso é uma falsidade .
Para tomar o castelo, Stannis só precisa que não haja resistência em Winterfell. Na verdade, a remoção dessa resistência pode ser realizada com combate (coreente com a falsa suposição). Mas existem outras maneiras: astúcia, manobras estratégicas e assim por diante.
Há evidências sutis, mas convincentes, de que Stannis está realmente envolvido em tais truques inteligentes. Em particular:
A teoria da Lamparina da Noite mostra que Stannis desenvolveu uma tática brilhante para lidar com os Freys que se aproximam. Mesmo se for verdade e Stannis aniquilar completamente os Frey, ficamos com um dilema.
O que acontece depois?
Como Stannis planeja realmente tomar a inexpugnável Winterfell?
Tomar Winterfell é um esforço multifatorial. O que precisamos saber agora é qual papel Stannis deverá desempenhar após sua vitória [sobre os Frey].
Felizmente, temos evidências e implicações suficientes nos livros para identificar seus planos, com grande certeza. Especificamente, parece que Stannis planeja fazer o seguinte:

UM DESEJO DE MORRER

Por que Stannis iria querer fingir sua própria morte?
Que evidência há de seu desejo de fazer isso?
Para responder a essas perguntas, precisamos discutir a aparente insanidade de Stannis em A Dança dos Dragões e, em particular, o desejo de morte que ele parece ter. Ele parece obcecado em pegar Winterfell (ou Forte do Pavor), a ponto de parecer um tolo.

Morte certa

Ao longo de A Dança dos Dragões , Stannis declara que 'morrerá tentando' tomar Winterfell ou derrotar os Boltons:
Jon percebeu que suas palavras tinham sido desperdiçadas. Stannis tomaria o Forte do Pavor. Ou morreria tentando.
(ADWD, Jon IV)
...
– Mas nós marcharemos e libertaremos Winterfell ... ou morreremos na tentativa."
(ADWD, O prêmio do rei)
...
– Pode ser que percamos esta batalha, – disse o rei sombriamente. – Em Braavos você pode ouvir que morri. Pode até ser verdade. Não obstante, você deve encontrar meus mercenários.
(TWOW, Theon – tradução de Gelo & Fogo .com)
A terceira passagem em particular sugere que Stannis poderia muito bem terminar em uma posição em que ele aparentasse estar morto, mas na verdade não está.
Por que Stannis diria que 'pode até ser verdade' senão para indicar que pode muito bem ser falso?
O subtexto aqui implica ainda que qualquer boato de sua morte é, de fato, mais provável de ser falso.

Benefícios por morte

Qual é o benefício de fingir sua morte?
Existe um motivo importante para fingir sua própria morte. A aritmética simples mostra que Stannis não tem nenhuma maldita chance de derrotar as forças de Bolton enquanto eles ocupam Winterfell.
O que Stannis precisa é de uma maneira de tornar Winterfell "madura para ser tomada". E dada sua insuficiência militar, Stannis tem apenas um recurso:
Um dos benefícios mais óbvios de parecer estar morto é que os Boltons baixarão a guarda. Eles não serão necessariamente tolos, mas no mínimo isso reduz suas preocupações com uma ameaça iminente e permite que os Boltons e seus aliados se concentrem em outras demandas.
Agora, se você se lembra, o casamento de Ramsay com Arya ocorreu algum tempo antes dos eventos dos dois últimos capítulos de Theon em A Dança dos Dragões (Um fantasma em Winterfell e Theon). Esta foi a principal razão pela qual os senhores do norte foram convocados para Winterfell.
Existem duas razões principais que mantiveram a maioria dos lordes em Winterfell:
Esses mesmos senhores, de lealdade variada, também têm seus próprios problemas: em particular, cuidar de suas propriedades e pessoas agora que o inverno chegou. Com Stannis fora do caminho, os vassalos ficam muito mais empoderados. Alguns podem pedir licença para voltar para casa.
Claro, existem vários fatores desconhecidos que podem afetar este resultado, a nevasca e / ou fatores políticos imprevistos podem manter alguns lordes em Winterfell.
No entanto, podemos ver um benefício claro para Stannis se ele fingir sua morte:
Ao convencer o mundo de que ele está morto, podemos ver a possibilidade emergente:
Se Stannis fingir sua morte, ele poderá conseguir *obrigar os aliados de Bolton a deixarem Winterfell.
Esta é uma observação interessante. Obrigar os Boltons ou seus aliados a deixar Winterfell certamente reduziria o contingente do castelo e o tornaria mais fácil de tomar. Está ainda de acordo com minha observação de que tomar o castelo não requer necessariamente a derrota de Roose Bolton.
Mas como Stannis obrigaria os Boltons e / ou seus aliados a partir de Winterfell?
A resposta é simples:
Simplificando, ele precisa enviar homens para atacar ou capturar alvos de grande valor para os Boltons e seus aliados.
Se Stannis estivesse vivo, qualquer truque que ele fizesse para atrair aliados de Winterfell iria falhar: Bolton é muito esperto para cair neles (exceto quando mandou embora os briguentos Freys e Manderlys). No mínimo, Bolton não sacrificaria sua posição vantajosa em prol do que ele sabe que são prováveis fintas.
Mas se Stannis estiver morto, o jogo mudou. Essas tentativas de atrair aliados de Winterfell não podem mais ser percebidas como fintas, porque Stannis não existe mais. Assim, se os Boltons não conseguirem lidar com esses atentados, eles minarão sua própria autoridade porque isso será visto como uma negligência das preocupações de seus vassalos.
Qualquer sussurro sobre uma reminiscente tropa de Stannis arruinaria o efeito.
* * *
Como você pode ver, fingir-se de morto permite que Stannis bagunce completamente os Boltons. Ao enviar 'tropas substitutas' para atrair aliados de Winterfell, ele lucra diretamente reduzindo o contingente no castelo.
Além disso, fingindo-se de morto, Stannis é capaz de marchar sob a cobertura da nevasca para uma posição virtualmente à sombra das grandes muralhas de Winterfell.
Ele está perfeitamente posicionado para tomar o castelo no momento oportuno.

FIGINDO-SE DE MORTO

Então, como Stannis realmente implementa o fingimento de sua morte?
É difícil avaliar como a farsa de Stannis seria realizada, mas é certo sua falsa morte é de fato prenunciada.
Dito isso, acredito que haja uma hipótese que emerge como sendo a mais técnica e tematicamente apropriada do que qualquer alternativa.

Notificação

Como “Ramsay” fica sabendo de sua aparente vitória na Vila?
Esse é um bom começo.
A resposta mais simplista seria que alguém informou Ramsay pessoalmente.
No entanto, não gosto dessa possibilidade, pelos seguintes motivos:
Os Karstarks estavam secretamente a serviço de Roose Bolton e enviando-lhe mensagens sobre a situação de Stannis. Os Karstarks também tinham dois corvos restantes para contatar Winterfell. Se Stannis fosse realmente derrotado, os Karstarks quase certamente enviariam um desses corvos a Winterfell anunciando uma vitória gloriosa. Pelo menos essa parece uma expectativa bastante razoável.
Assim, se Roose Bolton não recebesse tal carta, isso poderia deixá-lo desconfiado. Ele poderia suspeitar que a traição de Karstark foi revelada, e que ele também não pode confiar nos corvos de Karstark.
Se houvesse alguma implicação de que o plano dos Karstark foi revelado, isso prejudicaria a confiança de Bolton em qualquer coisa que supostamente viesse dos Karstark.
Portanto:
Talvez seja esta a razão pela qual ele não sentenciou o meistre dos Karstark à morte, mas sim a uma 'cela' para aguardar o julgamento de Stannis. Compare isso com a maneira com a qual ele lidou com os Karstarks, onde imediatamente os sentenciou à morte.
– Vocês são homens mortos, entendam isso,– o rei prosseguiu. – Apenas a maneira de sua execução ainda está para ser determinada. Eu os aconselharia a não desperdiçar meu tempo com negativas. Confessem, e terão o mesmo fim rápido que o Jovem Lobo deu a Lorde Rickard. Mintam, e queimarão. Escolham.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)
Observe que Stannis também mantém os corvos com ele .
O rei se inclinou para trás na cadeira.
– Tirem-no daqui, – ordenou. – Deixem os corvos. – Uma veia latejava em seu pescoço. – Confinem esse desgraçado cinza em uma das cabanas até que eu decida o que deve ser feito com ele.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)

Retorno a Winterfell

Se Stannis simular sua morte, quem retornará a Winterfell?
Supondo que Stannis tenha fingido sua morte e pretenda selar a ilusão, os aliados de Bolton devem retornar a Winterfell, vivos e bem.
Agora, se você presumir, como eu, que faz mais sentido se Stannis enviar uma carta se passando por Karstarks, há uma resposta óbvia:
Os Karstarks tem que estar entre aqueles que retornam.
Mas se todos os nobres dos Karstark (Arnolf e seus parentes) são traidores e Stannis os condenou à morte, como isso aconteceria?
Só existe uma possibilidade, me parece:
NOTA: Explicar este argumento é uma tarefa bastante substancial. Não é que seja complexo, ou que eu ache muito forçado para ser verdade. Na verdade, é que a evidência sugerindo o envolvimento de Arthor Karstark é substancial e representa um desvio do verdadeiro ponto deste ensaio.
Você encontrará os argumentos e evidências que sugerem o envolvimento de Arthor no ensaio O Sol Nascente do Inverno, localizado nos apêndices.
Eu acredito que Arthor e os Karstarks são a única peça verdadeiramente crucial, o único aliado de Bolton que deve retornar para que a ilusão funcione. A composição do resto das forças é altamente variável e imprevisível.
Algumas observações devem ser feitas neste ponto:
Para recapitular esta seção, apenas os Karstarks são realmente necessários em Winterfell:

Prova da morte

Supondo que homens retornassem a Winterfell alegando que Stannis estava morto, eles quase certamente precisariam demonstrar uma prova disso.
Luminífera seria um grande sinal para os Boltons e seus aliados de que Stannis estava morto. Parece razoável acreditar que Stannis nunca cederia voluntariamente a lâmina, apenas com sua morte ela seria tirada de suas mãos.
Assim como argumentei que a persona pública de Stannis mascara um engano, o mesmo acontece com a espada: o “poder” que as pessoas projetam em uma suposta espada mágica os cega para a falsidade que ela esconde.
Isso também corroboraria a Carta Rosa, uma vez que “Ramsay” declarou que tinha Luminífera.

De todo modo

Deixando de lado as especulações, há um tema comum, um resultado final unificador que parece inteiramente provável:
Stannis teria escrito a Winterfell para informá-los de sua “morte” e da gloriosa vitória dos Karstarks, Freys e Manderlys.
Enquanto isso, Stannis terá avançado com a maioria de suas forças para Winterfell, fingindo estar morto. Alguma parte do exército de Stannis entrará em Winterfell para atestar sua derrota, fornecendo as evidências necessárias.

JOGO JUSTO

Como mencionei acima, se Stannis fingir sua própria morte, ele será capaz de manipular os assuntos no norte. Ao atacar as propriedades de vários senhores, ele pode tirar aliados Bolton de Winterfell e, assim, enfraquecer o castelo.

Seleção de Alvo

Mas precisamos lembrar, Stannis não quer destruir os contingentes militares dos senhores do norte. Muito pelo contrário, ele deseja recrutar essas capacidades militares para sua própria campanha. Ele deseja sua lealdade e força, não desconfiança e fraqueza.
Afinal, de que adianta a lealdade deles se não podem ajudá-lo a garantir sua coroa? De que adianta a força deles se eles são desconfiados?
Isso nos leva a uma grande questão:
Se Stannis pretende ameaçar as propriedades dos vassalos (para tirá-los de Winterfell), em que vassalos ele vai mirar?
Stannis precisa ser cuidadoso na escolha de alvos, para não arriscar sua habilidade de forjar alianças depois de derrotar os Boltons.
Isso significa que ele deve ter cuidado ao escolher quais senhores do norte ele almeja para uma ação militar. Com isso, quero dizer que Stannis deve restringir suas metas àqueles que atendam a um dos seguintes requisitos:
Também deve ser notado que Stannis gostaria de minimizar os danos aos soldados comuns e aos plebeus, para torná-los menos propensos a odiar seu governo.
Isso obviamente nos leva a uma outra questão, e ao ponto principal desta seção:
Qual dos senhores do norte Stannis pode “atacar” com relativa impunidade?
NOTA: Por “ataque” quero dizer ameaçar (para incluir uma ação militar contra seus exércitos) e invadir suas terras e castelos.
Responder a essa pergunta é surpreendentemente fácil quando você pensa a respeito.

Lealdades irrevogáveis e recuperáveis

Stannis sabe que todos os senhores do Norte têm motivos para odiar Bolton secretamente, exceto dois: Dustin e Ryswell.
– Os Ryswell e os Dustin são ligados à Casa Bolton pelo casamento – Jon informou. – Os
outros perderam seus senhores em batalha.
(ADWD, Jon IV)
Se algum dos senhores do Norte fosse impossível de dominar, seria Dustin e Ryswell: vinculado aos Boltons por sangue. Isso é relevante porque dá a Stannis um aliado Bolton que ele pode atacar com relativa impunidade.
Além disso, os Frey também jogaram sua sorte com os Boltons.
Isso significa que Stannis tem várias casas que ele pode atacar sem se importar muito:
NOTA: Este é um ponto não relacionado, mas observe que todos os assassinatos de Winterfell em A Dança dos Dragões envolvem vítimas de cada uma dessas casas.
* * \*
Como vê, Stannis tem uma boa lista de alvos, pontos fracos que pode explorar para atrair pessoas de Winterfell.
A única coisa que precisamos fazer agora é provar que ele tem os meios e a oportunidade de explorar esses vassalos, um assunto explorado ao longo do restante do Manifesto.

CONCLUSÕES

Não vou insistir no assunto. Os pontos principais deste ensaio:
Eu gostaria de dar um passo para trás e trazer novamente à tona Nicolau Maquiavel, sobre quem discuti em Gênio Maquiavélico. Se você se lembra, estabeleci a noção de que Stannis e o famoso pensador italiano compartilham muitos dos mesmos princípios políticos e militares.
O que eu acho incrivelmente incrível sobre essa conexão anterior é o seguinte:
Maquiavel é apocrifamente famoso por propor a ideia de falsificar a própria morte para fins políticos.
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2020.09.11 03:02 altovaliriano O que as profecias em Sonho Febril nos dizem sobre as profecias em ASOIAF

UM ALERTA BEM ÓBVIO:
Este texto contém muitos spoilers de Sonho Febril.
Siga lendo por sua conta e risco.
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Sonho Febril é um livro singular. Não só é uma grande reformulação do mito do vampiro, como também um grande exercício de reformulação da história de nosso mundo para comportar novos mitos sobre vampiros. Dito de outra forma, percebemos que Martin quase criou um mundo secundário quando quis contar as histórias e lendas do Povo da Noite, e por isso é inescapável a sensação de que estamos lendo um rascunho dos temas mais tarde explorados por ele em Crônicas de Gelo e Fogo.
Um desses temas me chamou a atenção de forma especial: a existência de uma lenda sobre um salvador da raça. Quando Joshua York conta a Abner Marsh sobre seus primeiros encontros com outros vampiros e sua cultura, ele conta a lenda bem peculiar sobre o “Rei Pálido”:
De todas as bocas ouvi uma lenda de uma cidade que construímos, uma grande cidade da noite, feita em ferro e mármore negro dentro de algumas cavernas escuras no coração da Ásia, junto às praias de um rio subterrâneo e de um mar nunca tocado pelo sol. Muito antes de Roma ou mesmo de Ur, nossa cidade havia sido grande, garantem eles, em flagrante contradição com a história que haviam me contado antes, de que corríamos nus por florestas de inverno iluminadas pela lua. Segundo o mito, fomos expulsos de nossa cidade por algum crime, e vagamos esquecidos e perdidos por milhares de anos. Mas a cidade estaria lá ainda, e algum dia irá nascer um rei para o nosso povo, um mestre de sangue maior do que qualquer um que já tenha existido, que reúna nossa raça dispersa e nos conduza de volta à cidade da noite junto ao seu mar sem sol.
Abner, de tudo que ouvi e aprendi, esse relato foi o que mais me impressionou. Duvido que exista uma grande cidade subterrânea como esta, duvido que jamais tenha existido, mas o próprio fato de se contar uma história assim prova a mim que meu povo não era feito desses vampiros maus e vazios da lenda. Não tínhamos arte, nem literatura, nem mesmo uma língua própria, mas a história me mostrou que tínhamos a capacidade de sonhar, de imaginar. Nunca construímos, nunca criamos, apenas roubamos seus trajes e vivemos em suas cidades e nos alimentamos da sua vida, da sua vitalidade, do seu sangue, mas éramos capazes de criar; se nos fosse dada a oportunidade, tínhamos em nós a capacidade de sussurrar histórias de cidades nossas. A sede vermelha tem sido uma maldição, tornou inimigas a nossa raça e a sua, destituiu meu povo de quaisquer aspirações nobres. O selo de Caim, sem dúvida.
Tivemos nossos grandes líderes, Abner, mestres de sangue reais e imaginados, em eras passadas. Tivemos nosso César, nosso Salomão, nosso João, o Presbítero. Mas estamos esperando nosso libertador, esperando nosso Cristo.
(Sonho Febril, Cap. 14)
O Povo da Noite tinha portanto duas contingências que o Rei Pálido surgiria para resolver: 1) devolvê-los à sua cidade mística ao abrigo do sol e 2) libertá-los da sede por sangue (sede vermelha). Quando Joshua traz sua bebida neutralizadora da sede aos vampiros que o serviam, imediatamente eles passam a vê-lo como o salvador das lendas:
No aconchego das ruínas daquele sombrio castelo, ouvindo o vento uivar lá fora, Simon e os outros tomaram minha bebida, contaram-me histórias e me examinaram atentamente com seus olhos poderosos e febris, e fiquei imaginando o que poderiam estar pensando. Cada um deles era centenas de anos mais velho do que eu, mas eu era mais forte, eu era o mestre de sangue. Eu lhes trouxera um elixir que bania a sede vermelha. Eu parecia quase semi-humano. Abner, eles me viam como o libertador da lenda, o prometido rei dos vampiros. E eu não podia negar isso. Era o meu destino, soube então, libertar minha raça das trevas.
(Sonho Febril, Cap. 14)
Este tipo de profecia que envolve o nascimento de algum monarca que salvará uma raça inteira e libertá-la de suas contingências também aparece em ASOIAF na figura de Azor Ahai, mais especificamente em sua versão ocidentalizada: O Príncipe que foi Prometido.
Sabemos que a Azor e o Príncipe são lendas sinônimas porque os elementos das histórias se combinam. Nascido entre sal e fumaça, sob uma estrela que sangra, lutaria contra um grande mal e traria um verão que não acabaria nunca. Mas a novidade (para mim, ao menos) foi perceber que este tipo de profecia já havia sido trabalhada na bibliografia de Martin anteriormente na forma do Rei Pálido do Povo da Noite em Sonho Febril.
Diante de tantas semelhanças, torna-se interessante analisarmos como o tema se resolveu na obra mais antiga para termos um vislumbre do caminho que GRRM pode estar tomando nas Crônicas e entender qual é a abordagem que o escritor pretende adotar.
1) Os homens definem as profecias, não o contrário
Em Sonho Febril o vampiro Joshua usa sua confiança na profecia do Rei Pálido para tentar convencer um vampiro muito mais antigo, poderoso e cruel chamado Julian a se aliar a ele, libertar os vampiros que estão só seu poder e experimentar a bebida que aplaca a sede vermelha. Esta tentativa diplomatica, no entanto, não era a única que Joshua tinha em mente, pois estava determinado a tentar subjugar o vampiro mais poderoso, confiante que estava de ser o tal rei lendário do Povo da Noite.
Entretanto, todas as alternativas falharam e o vampiro que acreditava ser o escolhido foi subjugado pelo vampiro mais antigo por treze anos, até que conseguiu fugir definitivamente. Em uma fuga menor durante o início desta longa subjugação, Joshua acaba por causar a morte de uma amiga vampira (Valerie) ao trazê-la consigo. Ela era uma das pessoas que mais acreditavam na predestinação messiânica de Joshua.
Uma hora, Valerie soltou um grito, como se passasse por uma dor terrível. Joshua abriu os olhos e curvou-se em cima dela, acariciando seu longo cabelo preto e cochichando em seu ouvido. Valerie choramingava. — Achei que você fosse o enviado, Joshua — disse ela. — O Rei Pálido. Pensei que você havia chegado para mudar tudo, para nos resgatar. — O corpo dela tremia todo enquanto ela tentava falar. — A cidade, meu pai me falou sobre a cidade. Ela existe, Joshua? A Cidade Escura?
Silêncio — disse Joshua York. — Fique em silêncio. Senão você vai enfraquecer ainda mais.
(Sonho Febril, Cap. 28)
No momento em que Joshua se despede de Abner para voltar às garras de Julian, o vampiro derrotado ressalta o quanto de dano ter acreditado na profecia lhe causou:
Você é meu amigo, mas eles são sangue do meu sangue, meu povo. Eu pertenço a eles. Eu até achei que fosse o rei deles.
Seu tom era tão amargo e desesperado que Abner Marsh sentiu sua raiva indo embora.No lugar instalou-se a compaixão. — Você tentou — disse ele.
E fracassei. Fracassei com Valerie, com Simon, fracassei com todos que acreditaram em mim. Com você, com o senhor Jeffers e com aquele bebê também. Acho que fracassei até com Julian, de algum modo estranho.
(Sonho Febril, Cap. 29)
Portanto, o que Martin demonstra é que Joshua fazia uma avaliação irreal de suas capacidades. Ele não demonstrava nenhuma capacidade em especial fora a inteligência para criar a bebida que combinava ingredientes capazes de aplacar a sede vermelha.
Entretanto, Joshua deduziu que sua invenção correspondia à “libertação” dos vampiros dita na profecia, ainda que tenha descartado a parte sobre a existência da cidade para onde o Rei Pálido deveria levar seu povo.
Em sua mente, ao preencher o primeiro requisito e considerar que o segundo era bobagem e invenção, Joshua achava que havia preenchido todos os requisitos “sólidos” da profecia e assim se convenceu de que era o Rei Pálido. Porém, o vampiro deveria ter refletido que se uma parte da profecia poderia ser considerada bobagem, a outra parte também poderia ser.
A lição que Martin parece explorar aqui é a que as profecias não se tornam verdade e apontam para você se você preenche os requisitos. Menos ainda se você só preenche os requisitos que você considera importantes ou legítimos.
2) Eventos únicos e excepcionais não são confirmações de profecias
Para adicionar mais uma camada de confusão, Martin faz com que a profecia pareça ter funcionado. Ouvimos o relato de um acontecimento inesperado e excepcional ocorrido em segundo plano (offpage) que funciona como uma vitória tardia de Joshua sobre Julian, reacendendo as esperanças dos protagonistas (e do leitor):
Eu contra-ataquei — disse Joshua. — Eu estava louco, Abner. Eu o olhei nos olhos e o desafiei. Eu contra-ataquei. E dessa vez venci. Ficamos lá em pé por uns bons dez minutos, e finalmente Julian virou as costas, resmungou algo e se retirou. Subiu a escada até o seu camarote, com Sour Billy apertando o passo atrás dele, e o resto do meu pessoal ficou olhando para mim de olho arregalado, todos eles muito assustados. Raymond Ortega deu um passo à frente e me desafiou. Em menos de um minuto, estava ajoelhado à minha frente. “Mestre de sangue”, disse ele, curvando sua cabeça. Então, um por um, os outros começaram a se ajoelhar. Armand e Cara, Cynthia, Jorge e Michel LeCouer, até Kurt, todos. Simon tinha um ar de vitória no rosto. Os outros também. Julian exercera um domínio que havia sido penoso para vários deles. Agora estavam livres. Eu subjugara Damon Julian, apesar de toda a sua força, apesar de toda a sua idade. Era o líder do meu povo de novo. Eu compreendi então que estava diante de uma escolha. A não ser que agisse, e rápido, o Fevre Dream seria descoberto, e eu, Julian e toda a nossa raça seríamos mortos.
(Sonho Febril, Cap. 31)
Entretanto, como sabíamos que se tratava de um relato do passado, e Joshua a esta altura do livro estava novamente sozinho na clandestinidade, procurando desesperado a ajuda de Abner, não havia como aquilo ter tido um desfecho positivo:
Em uma noite tenebrosa, Damon Julian saiu do seu camarote. Ele ainda morava no vapor, como alguns dos demais, aqueles que lhe eram mais próximos. [...] Quando voltei ao Fevre Dream, descobri que dois dos prisioneiros haviam sido tirados dos seus camarotes e mortos. [...] Eu estava furioso e enojado. Trocamos palavras duras e decidi que aquele seria o último crime da sua longa e monstruosa vida. Eu ordenei que ele me encarasse. Pretendia fazer com que se ajoelhasse e me oferecesse seu sangue, várias vezes, se preciso, até que fosse meu, até que ficasse esgotado, vencido e inofensivo. Ele se ergueu e me encarou, e então… — York deu uma risada desesperançada, penosa.
Ele ganhou de você? — arriscou Marsh.
Joshua assentiu. — Com facilidade. Como sempre fizera antes, exceto naquela única noite. Eu tentei juntar todas as minhas forças e toda vontade e raiva que havia em mim, mas eu não era páreo para ele. Nem mesmo Julian esperava isso, acho. — Ele balançou a cabeça. — Joshua York, rei dos vampiros. Eu falhei com eles de novo. Meu reino durou apenas uns dois meses, pouco mais. E, nos últimos treze anos, Julian tem sido nosso mestre.
(Sonho Febril, Cap. 31)
Ainda que este momento de vitória efêmera de Joshua ocorra no fim do livro, parece ficar claro que a morte de Julian não acarreta na veracidade da profecia, até mesmo porque a decisão de matar Julian não tinha mais ligação com a libertação dos vampiros em geral.
Portanto, a conclusão a que George parece que cheguemos é a ocorrência de eventos excepcionais não necessariamente implicam na realização ou confirmação de profecias.
3) Relação com as Crônicas de Gelo e Fogo
Diferentemente do que ocorre em Sonho Febril, alguns personagens importantes de As Crônicas de Gelo e Fogo já demonstraram ceticismo quanto a natureza da profecia.
Arquimeistre Marwyn é um personagem citado nas Crônicas desde o primeiro livro da saga e em sua primeira aparição ele assim comenta as suspeitas de Meistre Aemon sobre Daenerys ser a realização da profecia do Príncipe que foi Prometido:
Meistre Aemon acreditava que Daenerys Targaryen era a realização de uma profecia... Ela, não Stannis nem Príncipe Rhaegar, nem o principezinho cuja cabeça foi atirada contra a parede.
Nascida entre o sal e o fumo, sob uma estrela sangrenta. Conheço a profecia – Marwyn virou a cabeça e escarrou uma bola de muco vermelho para o chão. – Não que confie nela. Gorghan de Velha Ghis escreveu um dia que uma profecia é como uma mulher traiçoeira. Mete o seu membro na boca, você geme de prazer e pensa, “que maravilha, que agradável, que bom isto é”... E então seus dentes se fecham e seus gemidos se transformam em gritos. É essa a natureza da profecia, Gorghan disse. A profecia sempre arranca seu pau a dentada – mascou durante algum tempo. – Mesmo assim…
(AFFC, Samwell V)
Comparando com o que vimos em Sonho Febril, Marwyn parece estar falando sobre como profecias podem funcionar como uma forma agradável de autoindulgência, mas que toda essa permissividade pode se virar contra você.
Quase nas mesmas linhas, Tyrion explica que as profecias as vezes apenas parecem úteis, mas quando são colocadas a provam, inevitavelmente se viram contra quem se vale delas.
Uma profecia é como uma mula semitreinada – reclamou para Jorah Mormont. – Parece que será útil, mas no momento em que você confia nela, ela o chuta na cabeça.
(ADWD, Tyrion IX)
De certa forma, a profecia do Rei Pálido somente funcionou para Joshua enquanto ele entrava em contato com pessoas dispostas a acreditar naquilo após ver os efeitos de sua bebida. Quando ele encontrou uma criatura de má índole como Julian, porém, tudo que o messianismo dele fez foi despertar animosidade e inveja em um vampiro mais poderoso.
No caso da profecia do Príncipe que foi Prometido, os candidatos podem vir a ser requisitados a realizar atos monstruosos em nome da destruição dos Outros. Mas também o vínculo desta profecia com a religião do Deus Vermelho pode se tornar apenas um gatilho para despertar animosidade naqueles que cultuam as religiões dominantes em Westeros (Fé dos Sete e Deuses Antigos). Por outro lado, como supostamente só pode haver um único escolhido de R’hllor, pode haver disputadas de legitimidade entre os supostos escolhidos.
O que Sonho Febril parece nos mostrar, portanto, é que George não está interessado na investigação sobre a veracidade das profecias. O interesse real do escritor é os tipos de comportamento que as pessoas têm quando são motivados por elas. E pelo que vimos através de Joshua York, as decisões tomadas sob a influência de convicções messiânicas pode custar muito caro.
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2020.09.05 04:27 frdnt Despindo o Homem Encapuzado

A teoria abaixo é parte de uma serie de textos escritos por Cantuse em seu blog. Link: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-hooded-man-uncloaked/
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO III

Provavelmente, um dos maiores mistérios de A Dança dos Dragões é a identidade do homem encapuzado. Muitas pessoas foram propostas, de Robett Glover a Harwin e ao próprio Theon em algum estado dissociativo.
No entanto, acredito que posso fazer uma conclusão mais convincente de que o homem encapuzado não é nenhuma dessas opções mais conhecidas. Este ensaio explica minha teoria sobre o homem encapuzado e seu propósito em Winterfell.
Colocando minhas cartas na mesa, aqui estão as principais afirmações que faço:
NOTA: Este ensaio pode ser controverso em sua construção e conclusões. Deve-se notar que a identidade do homem encapuzado não é verdadeiramente crítica para que o restante do Manifesto valha a pena. Este ensaio é bastante independente, não afetando mais nada no Manifesto.
Em outras palavras, se você não gosta deste ensaio, pode simplesmente ignorá-lo e continuar.
[...]

PRIMEIROS SINAIS DO GIGANTE

Eu gostaria de um breve momento para destacar algo importante.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Batedores estão desaparecendo do lado de fora do Portão do Caçador. Este é o mesmo portão onde Mors Crowfood parece chegar um ou dois dias depois:
O rufar parecia estar vindo da Matadelobos, além do Portão do Caçador. Estão do lado de fora das muralhas.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
O desaparecimento dos batedores parece algo pelo qual Mors seria responsável. É consistente com o que encontramos no capítulo liberado de Theon de Os Ventos do Inverno: construir obstáculos e impedir ou matar aqueles que saem dos portões. No mínimo, Mors não quer que nenhum batedor encontre seu bando de garotos e informe a Roose Bolton.
Mais importante, os batedores ausentes indicam que Mors estava realmente fora de Winterfell há pelo menos um dia (talvez mais) antes de tocar seus berrantes de guerra.
Mas por que ele ficaria lá aguardando em segredo?
Para responder a essa pergunta, temos que mergulhar no mistério do homem encapuzado.

O IDIOTA DOS RYSWELL

É difícil imaginar o tipo de mente obtusa que é necessária para ser Roger Ryswell. Há algo de suspeito sobre a magnitude e a natureza de sua idiotice.
O Idiota dos Ryswell
Eu gostaria de um momento para mostrar algumas passagens:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
– Esses mortos eram todos homens fortes – disse Roger Ryswell –, e nenhum deles foi apunhalado. O Vira-Casaca não é nosso assassino.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Roger Ryswell grunhiu.
– Se não é ele, quem é? Stannis tem algum homem dentro do castelo, isso está claro.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Vejam, pode ser apenas eu, mas não parece que ele está quase deliberadamente negando qualquer explicação possível para os assassinatos?
Da perspectiva de um leitor, não é também uma estranha coincidência que Roger faz afirmações que contradizem vários truques que nós realmente vimos em A Dança dos Dragões:
Roger nega que as três diferentes conspirações que descobrimos sejam verdadeiras ou se tornarão verdadeiras posteriormente no livro e rapidamente descarta o restante.
Como uma pessoa consegue ser tão boa em acidentalmente impedir uma investigação de assassinato?
Falta de contato visual
Quando você pensa no Homem Encapuzado e na descrição que temos dele, existem apenas dois detalhes que vêm à mente: sua capa e seus olhos.
Mais adiante, cruzou com um homem que vinha na direção oposta, uma capa com capuz agitando-se atrás dele. Quando se encontraram frente a frente, seus olhos se encontraram brevemente. O homem colocou a mão na adaga.
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Assim, vemos que Theon dá uma rápida olhada na capa do homem. Vemos também que Theon evita contato visual com o homem.
Essa falta de contato visual pode ser importante para determinar a identidade do homem encapuzado. Não há dúvida de que Theon evita o contato visual em geral, podemos supor que isso aconteça de vez em quando.
No entanto, gostaria de apontar outro exemplo muito interessante que mostra Theon evitando deliberadamente o contato visual ou olhar para o rosto de uma pessoa:
Pernas de Aço o levou pelo Grande Salão, até o solar que certa vez fora de Eddard Stark. Lorde Bolton não estava sozinho. A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
– Me contaram que você anda vagando pelo castelo – Lorde Bolton começou. – Homens reportaram terem visto você nos estábulos, nas cozinhas, nos barracões, nas ameias. Foi observado perto das ruínas das torres caídas, do lado de fora do velho septo da Senhora Catelyn, indo e vindo do bosque sagrado. Nega isso?
– Não, ‘nhor. – Theon fez questão de falar mal a palavra. Sabia que aquilo agradava Lorde Bolton. – Não consigo dormir, ‘nhor. Eu caminho. – Manteve a cabeça baixa, olhos fixos nas velhas tábuas corridas no chão. Não seria sábio olhar sua senhoria no rosto.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Você notou o rosto que Theon não conseguiu explicar?
A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Por que obtemos descrições dos rostos de Barbrey Dustin e Aenys Frey, mas apenas a capa e o broche de Roger Ryswell? Ora, mesmo que Theon não olhe para Roose Bolton, ele pelo menos explica a razão para não fazer isso.
Tenha em mente que este interrogatório acontece logo após o encontro de Theon com o homem encapuzado, então o contato visual furtivo pode ser um indicativo de um comportamento continuado daquele encontro anterior.
Além disso, um detalhe extremamente pequeno é que Theon se detém na capa de Roger, o único outro detalhe que temos sobre o homem encapuzado.
Existem outros elementos interessantes do interrogatório de Theon:
Dedos perdidos
Quando a Senhora Dustin exige que Theon remova suas luvas: Roger Ryswell não mostra nenhum interesse nos dedos perdidos de Theon. Os outros participantes (Barbrey Dustin e Aenys Frey) comentam especificamente sobre suas mãos. Ryswell não o faz, em vez disso, descarta imediatamente Theon como um suspeito, não com base nos dedos, mas na falta de força de Theon. Ele também o chama de vira-casaca aqui. Talvez sua falta de interesse nas mãos de Theon seja porque ele acabou de vê-los.
Vassalos rivais
A outra coisa interessante sobre Ryswell aqui é sua aversão particular por Wyman Manderly. Embora insultar o personagem de Manderly seja muito comum, Manderly e Ryswell não têm grandes motivos para animosidade e, portanto, as observações de Ryswell sobre Wyman parecem bastante enfáticas:
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Este é um insulto particularmente venenoso.
Há um homem no norte que fez comentários grosseiros deste tipo sobre Wyman. Mors Papa-Corvos Umber:
– Manderly? – Mors Umber fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? Seu próprio povo caçoa dele, chamando-o de Lorde Lampreia, segundo ouvi dizer. O homem quase não consegue andar. Se espetasse uma espada na sua barriga, dez mil enguias torceriam-se para fora.
(ACOK, Bran II)
Os Umbers e Manderlys são conhecidos por entrarem em conflito por várias questões, como a herança das propriedades da Senhora Hornwood. Independentemente de qualquer trégua atual que possam ter, Mors continua sendo uma pessoa improvável de conter tais comentários depreciativos.
Agora você pode ver que estou começando a afirmar os dois pontos a seguir:
Devo admitir que, até agora, apresentei evidências interessantes, porém circunstanciais.
Não tenho dúvidas de que esses pontos parecem apenas parcialmente sólidos até agora. Mas tenha fé. O resto virá em alguns instantes.

O GRILHÃO DE RUBI

Então, onde está o “grilhão de rubi” - a braçadeira que Melisandre colocou em Mance Rayder em A Dança dos Dragões?
Sabemos que esse grilhão parecia criar e sustentar um glamour (ou ilusão), que Mance Rayder era na verdade Camisa de Chocalho.
Esta parece ser uma ferramenta incrivelmente valiosa, especialmente quando se fala sobre os tipos de atividade furtiva em que Mance e Mors estão envolvidos.
Então onde está? O que pode ser feito com isso?
Mance Revelado
Em primeiro lugar, sabemos que Mance não está usando a braçadeira de rubi, ou que ela pelo menos está desativada. Sua aparência como Abel é muito parecida com sua aparência original em A Tormenta de Espadas:
Uma mulher grávida estava em pé junto a um braseiro, cozinhando algumas galinhas, enquanto um homem grisalho com um esfarrapado manto preto e vermelho estava sentado numa almofada, de pernas cruzadas, tocando uma alaúde e cantando.
(ASOS, Jon I)
O Rei-para-lá-da-Muralha não se parecia em nada com um rei, e tampouco se parecia com um selvagem. Era de média estatura, magro, com feições bem definidas, astutos olhos castanhos e longos cabelos castanhos já quase totalmente grisalhos.
(ASOS, Jon I)
Os dedos de Abel dançavam pelas cordas de seu alaúde. A barba do cantor era castanha, embora seu longo cabelo já estivesse em grande parte cinza.
(ADWD, Theon)
Então, como ele removeu o grilhão de rubi?
O texto deixa claro que o grilhão de rubi não interfere de forma alguma com o livre arbítrio de Mance, conforme implícito no conforto de Melisandre de que suas visões diriam se Mance era uma ameaça para ela, e em ela sentir que ter o filho de Mance é o que obriga a sua lealdade.
Com isso em mente, não há razão para deixar a algema em Mance.
Um fator adicional é o fato de que a Camisa de Chocalho é absolutamente horrível. Ninguém acreditaria que ele é um cantor e artista, e mesmo que acreditasse, sua aparência mereceria mais escárnio do que qualquer outra coisa.
Além disso, Melisandre tem interesse em ver Mance bem-sucedido. Se o grilhão de rubi pode ajudar nessa tarefa, parece não haver razão para que ela interfira. Afinal, a missão de Mance é vital para a campanha de Stannis, quão importantes são os segredos dela em comparação a isso?
As regras do jogo
Melisandre revela alguns dos mecanismos internos de seus glamours:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Isso é interessante porque é incoerente com as preferências de Martin sobre a implementação de magia em romances de fantasia:
Eu simpatizo mais com a maneira como Tolkien lidou com a magia. Eu acho que se você vai fazer magia, ela perde suas qualidades mágicas caso se torne nada mais do que um outro tipo de ciência. É mais eficaz se for algo profundamente desconhecido e maravilhoso, e algo que pode tirar o fôlego.
(George RR Martin sobre magia vs ciência: Weird Tales)
Isso sinalizar imediatamente para os leitores de que algo importante está acontecendo aqui: Martin decidiu que revelar o mecanismo interno dos feitiços era mais importante para a história do que preservar o encanto da magia.
Embora isso não seja evidência de nada em particular, certamente deixa aberta a possibilidade de que Martin não apresentou desordenadamente os mecanismos subjacentes do glamour sem um bom motivo. O trecho sobre glamours é notável precisamente porque não é característico de sua representação da magia em As crônicas de gelo e fogo .
Deixando de lado as opiniões de Martin sobre magia na ficção, também é notável que Melisandre forneça essas explicações naquele momento. Afinal, supostamente nunca mais veremos o glamour ou o grilhão de rubi novamente. Por que se preocupar em explicar tudo, se é irrelevante para Mance ou Jon Snow?
Juntas, essas ideias soam como se Martin pensava que os glamours eram importantes o suficiente para explicar aos leitores, sugerindo importância futura.
Quem está com o grilhão?
Se Mance não está usando a algema, onde está?
A melhor maneira de lidar com essa questão é considerar a origem primeira... quem terá autoridade final sobre quem fica com o grilhão?
Melisandre.
Agora reflita:
Faz todo sentido do mundo que ela o deixe usá-lo. Não há absolutamente nenhuma evidência de que Jon o tivesse, e é altamente duvidoso que ela o daria a outra pessoa ou privaria Mance de sua utilidade.
Isso significa que Melisandre deu o grilhão a Mance, colocando-o em posição de dá-la a qualquer pessoa que encontrar. Portanto, a ideia de que Mors Papa-Corvos estava com o grilhão é, no mínimo, plausível.
A ideia de que Mors está com o grilhão faz muito sentido: fornece a ele uma maneira de acessar Winterfell e garantir que tudo esteja pronto para a missão de resgate. Afinal, Mors deve ter considerado a possibilidade de que Mance falhou em sua missão, Mors não poderia simplesmente tocar sua bateria e soprar suas buzinas indefinidamente.
No entanto, fazer 'muito sentido' e ser a resposta definitiva são duas coisas muito diferentes. Será necessário investigarmos mais para tornar esta afirmação convincente.
* * *
Não, não expliquei nem articulei que Mance sabe usar a braçadeira. Mas acredito que o convencimento de que o grilhão será usado pode ser feito sem que este fato seja revelado.

MORTE DE UM RYSWELL

Se eu acredito que Ryswell é um antagonista secreto?
Não. Roger Ryswell está morto .
Deixe-me explicar.
Um broche de cabeça de cavalo
Roger Ryswell usa um broche ímpar para prender sua capa:
um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Lembre-se do que Melisandre disse:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Parece ser uma observação justa que o broche (e talvez a capa) seria uma fonte ideal para um glamour.
A confusão de Theon
Havia uma passagem no início de A Dança dos Dragões que sempre me intrigara:
Uma coluna de cavaleiros veio logo atrás, liderada por um fidalgote com uma cabeça de cavalo em seu escudo. Um dos filhos de Lorde Ryswell, Fedor soube. Roger, ou talvez Rickard. Ele não sabia quem era quem quando estavam separados.
– Estes são todos? – o cavaleiro perguntou, do alto de um garanhão castanho.
(ADWD, Theon)
Portanto, vemos que Theon tem problemas para diferenciar Roger de Rickard. É possível então que ele pudesse confundir os dois, dentro de determinadas circunstâncias.
Tenho certeza de que a confusão não está presente em situações de grupo, em que seria capaz deduzir qual deles era com base nas ações dos demais. Essa confusão seria mais proeminente em situações em que ele não tivesse outras pessoas para ajudar: em situações silenciosas e solitárias.
A utilização mais proeminente dessa dificuldade ocorre na noite anterior ao início dos assassinatos:
Sob a Torre Queimada, passou por Rickard Ryswell com o nariz enfiado no pescoço de outra das lavadeiras de Abel, a gordinha com bochechas de maçã e nariz achatado. A garota estava descalça na neve, embrulhada em um manto de pele. Ele imaginou que estivesse nua por baixo. Quando ela o viu, disse algo para Ryswell que o fez gargalhar.
(ADWD, O vira-casaca)
É interessante considerar que este aí pode ter sido Roger Ryswell.
A oportunidade
Com base na descrição, a esposa de lança nesta cena é Frenya, uma mulher corpulenta que é bastante habilidosa no combate: na tentativa de fuga, ela conseguiu lutar com uma lança de um dos guardas de Bolton e ferí-lo.
Quando você reflete sobre Frenya estar realmente se atirando sobre Roger (e não Rickard), as hipóteses de repente ganham vida!
Roger está sozinho em uma área isolada de Winterfell, com a esposa de lanças Frenya. A oportunidade de matar Roger para pegar seu broche e sua capa surgiu.
Lembre-se de que os assassinatos começam a acontecer na manhã seguinte a Theon ver Ryswell com Frenya.
A teoria
Usando as ideias que apresentei até agora, gostaria de montar uma teoria sobre Roger Ryswell.
  1. Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo da muralha interna de Winterfell. Ela pegou a capa dele e então o empurrou para a morte.
  2. Esta capa foi então atirada ou enviada para Mors Papa-Corvos.
  3. Mors, em posse do grilhão de rubi, usou a capa para parecer Roger e entrar em Winterfell.
  4. Ele então fica por perto, talvez debatendo coisas ou reunindo conhecimentos. Ele participa das investigações dos assassinato, sabotando-as.
  5. Ele encontra Theon na famosa cena do “Homem Encapuzado” e novamente no interrogatório.
  6. Sua presença no interrogatório é o que dá a Mors a confiança de que a missão pode começar.
    Essa teoria faz sentido por alguns motivos:
Vernáculo compartilhado
Sempre houve uma notável semelhança entre duas afirmações, uma feita por Mors Umber e a outra pelo encapuzado:
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
– Não sou. Eu nunca... eu era um homem de ferro.
– Falso é tudo o que você era. Como é que ainda está respirando?
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
:::
Em vez disso, ele choramingou através de dentes quebrados e disse:
– Sou...
– ... um vira-casaca e assassino de parentes, – Papa-corvos completou. – Segurará essa língua mentirosa ou a perderá.
(TWOW, Theon – tradução minha)
É notável que pouquíssimas pessoas se refiram a Theon como um assassino de parentes: Mors, Rowan e o Homem Encapuzado.
Mas isso nada se compara ao fato de que o homem encapuzado e Mors chamam Theon de vira-casaca, assassino de parentes e mentiroso / falso ... exatamente na mesma ordem.
Por algum tempo, isso sugeria a possibilidade de Mors ser o homem encapuzado, mas seu olho a menos [de Mors] me impedia de explicar essa possibilidade.
No entanto, a braçadeira de rubi subverte esse problema perfeitamente.
Ocultando o corpo
Vamos revisitar o primeiro assassinato, usando essa teoria como um guia.
Para refrescar sua memória:
Com esta teoria como guia, de repente fica claro: a primeira vítima de assassinato, o corpo enterrado na neve, era na verdade Roger Ryswell.
Em primeiro lugar, há algo muito singular neste assassinato em comparação com todos os outros: o corpo estava escondido.
Os outros assassinatos estavam todos à vista e tiveram um claro componente psicológico. Este corpo não era para ser descoberto:
Se as cadelas de Ramsay não o tivessem desenterrado, ele poderia ter ficado lá até a primavera. Quando Ben Ossos o puxou, Jeyne Cinza havia comido tanto do rosto do morto que meio dia se passou antes que soubessem com certeza quem era: um homem em armas de quatro e quarenta anos que marchara para o Norte com Roger Ryswell.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Além disso, é interessante que o rosto tenha sido comido porque tornou a identificação impossível. Caberia quase inteiramente a “Roger Ryswell” apurar a identidade do homem. Talvez seja por isso que Roger foi tão rápido em descartar o corpo como sendo apenas um bêbado.
Mais uma coisa a notar é que “Roger” declara que a vítima provavelmente estava mijando à beira da muralha:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu. – Ninguém discordou. Mas Theon Greyjoy se perguntou por que um homem subiria por degraus escorregadios de neve até as ameias, na escuridão da noite, apenas para mijar.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Isso poderia de alguma forma implicar que as calças do homem morto estavam abertas ou abaixadas?
Fosse esse o caso, não poderia ser mais provável que o homem estivesse envolvido em um ato sexual quando caiu e morreu? No mínimo, certamente parece mais plausível que um homem procurasse um canto recluso para fazer sexo no alto das muralhas do que que ele tenha escalado uma muralha para mijar.
Resumidamente, se o morto estivesse no meio de algo que envolvesse seu pênis ficar fora das calças enquanto estava em cima das muralhas, provavelmente seria para sexo e não para urinar.
Se for esse o caso, temos que reconhecer que no dia anterior à descoberta do corpo, Theon viu um Ryswell com Frenya. Naquele momento, Theon observa que Frenya provavelmente “estivesse nua por baixo” da capa de pele de urso. Isso parece implicar que eles estavam fazendo (ou iam) fazer sexo. Minha opinião pessoal é que Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo das muralhas, prometendo sexo oral. Durante o ato, ela agiu e o matou.

Preparado o palco

Voltando aos pontos iniciais deste ensaio, há questões que precisam de respostas:
  1. Dado que Mors e Mance colaboraram na missão de resgate, como Mors saberia que Mance estava pronto para levar a missão a cabo?
  2. Como Mance saberia que Mors estava fora de Winterfell, pronto para receber Arya?
  3. Por que Mors permaneceria em segredo fora de Winterfell por um dia ou mais antes de tocar seus berrantes?
Mors poderia facilmente indicar a Mance que ele estava no a postos: os berrantes de guerra fazem isso muito bem.
O verdadeiro problema é informar Mors de que a missão de resgate está pronta para acontecer. Para isso, os selvagens precisam ter algum tipo de sinal ou outra forma de se comunicar com Mors. Também pode haver detalhes específicos que modificam quaisquer planos que Mors e Mance possam ter inicialmente traçado.
Em última análise, Mance e Mors iria precisar de alguma forma de se comunicar. Eu acredito que foi por isso que Mors permanece por vários dias fora Winterfell antes de anunciar sua presença com os berrantes de guerra. Ele usa sua presença icógnita para acessar Winterfell e verificar se tudo está pronto para a tentativa de resgate. Talvez seja por isso que os batedores tenham desaparecido, para garantir o disfarce ou algo semelhante.

IMPLICAÇÕES

Existem algumas idéias (e questões) interessantes que surgem a partir deste ensaio:
O que aconteceu com o grilhão de rubi?
Eu acredito que é entregue a Mance antes da partida final de Papa-Corvos do castelo. Isso ocorre porque há evidências de que isso é fundamental para a “estratégia de saída” de Mance.
Senhora Dustin ou o outro Ryswell não notariam?
Os Ryswells se odeiam abertamente. Eles não prestam muita atenção às nuances do comportamento de seus irmãos.
Os Ryswells eventualmente não perceberiam que Roger estava desaparecido (depois que Mors saiu)?
Eventualmente. Não acho que Mors ou Mance realmente se importariam, e ninguém teria ideia do que realmente aconteceu.
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2020.09.04 18:54 Whisdeer Minha resenha do Capítulo 1 de Tesouro da Rainha Dragão.

Houve um tempo que eu estive cogitando escrever um blog ou algo assim. Meus amigos me convenceram que postar esporadicamente no Reddit era a melhor opção mesmo.
Basicamente eu mestro RPG por um ano, mas umas quatro pessoas que jogaram comigo já me disseram que eu sou uma ótima mestre, e eu sempre tive vontade de escrever alguma coisa assim. Talvez a minha opinião valha a pena compartilhar? Eu não sou uma expert, só me disseram que eu tenho jeito pra coisa haha.
Enfim, aqui vai a review do primeiro capítulo de Hoard of the Dragon Queen, a primeira aventura de D&D5e. E o que você tem de arrumar pra deixar ele jogável. Infelizmente só o primeiro capítulo mesmo, porque todo mundo desistiu do jogo no meio dele e eu não acho justo escrever sobre uma aventura que nunca mestrei.
Eu comecei com o meu grupo no nível 3 ao invés do nível 1. Tanto porque nenhum deles era novato ao sistema, tanto pelo combate contra Cyanwrath.
Basicamente, o capítulo começa a seguinte situação: Seus personagens veêm a cidade de Ninho Verde (uma tradução medonha para Greenest, pessoalmente eu escolheria Verdejante) sob o ataque de um dragão e podem escolher interferir ou não.
Soa heróico?
Bem... Começando com o fato de que entrar em uma cidade sitiada por um dragão no nível um é um ato obviamente suicida, o seguinte é o que acontece se você escolher não entrar e esperar pela manhã:
Assume-se que quando os personagens virem pela primeira vez a luta em Ninho Verde, eles correrão para defendê-la. Se não, e eles tiverem viajando com outros, então os PdMs com quem estão viajando sugerem que um ataque imediato possa virar o jogo ou, ao menos, salvar muitas vidas. Se ainda assim os personagens se mantiverem fora da luta, eles veem metade dos atacantes deixando a cidade por volta da meia-noite, com o restante se retirando em pequenos grupos ao longo das próximas horas. Quando o sol começa a nascer, até mesmo uma rápida inspeção mostra que mais da metade dos prédios estão muito danificados e muitas das riquezas da cidade foram levadas embora. Centenas de pessoas machucadas estão reunidas ao redor do forte ou são encontradas escondidas em porões, mas a maioria irá sobreviver.
Sabe o que é o Capítulo 1? O processo de ajudar o governador da cidade se você escolher entrar nela.
Eu lembro de ter honestamente falado pros meus jogadores fazer personagens que estariam dispostos a entrar em uma cidade sitiada por um dragão por heroísmo (ou ódio a dragões) porque eu sinceramente achei a coisa inteira de te obrigar a fazer um ato suicida onde você provavelmente não pode mudar as consequências do que acontece meio estúpida.
Em "provavelmente não pode mudar as consequências do que acontece", o que o livro descreve como consequência do que acontece se você não entrar na cidade.
...O que é exatamente o que acontece se você entrar na cidade. Entrando, você ajuda a resgatar umas pessoas e impedir a invasão do forte principal, que não é invadido com sucesso se os jogadores não escolherem entrar na cidade.
...Kek?
O que eu fiz aqui foi apresentar esse dilema. Eu só não pulei esse capítulo inteiramente porque eu achei ele muito, muito dramático. Só que a consequência de escolher não entrar na cidade era ser pego por uma armadilha dos cultistas, capturado pelos cultistas.
Os personagens capturados então seriam deixados em uma casa pilhada aleatória dentro da cidade e ter de ou batalhar sozinho pelo seu escape, ou esperar ajuda (seja dos jogadores que escolheram entrar, onde resgatar prisioneiros seria a primeira missão que Nighthill daria a eles, ou de um NPC caso nenhum deles tenha uma boa Furtividade).
Para o fim de ajuda do NPC, eu transformei Linan Swift de uma camponesa em uma batedora. Bem mais útil como uma aliada, mas fraca o suficiente para sofrer contra alguns kobolds e depender dos jogadores.
Uma alternativa que eu vi ser adotada por outros mestres para resolver o problema de "a decisão sensata te faz perder tudo o que acontece no jogo" é simplesmente fazer os personagens já estarem dentro de Ninho Verde quando ela for atacada, e deixar explícito que não podem fugir já que todo o exterior da cidade já foi armadilhado ou ela foi sitiada.
Essa aventura também sofre de uma falta de continuidade horrível. Como eu pessoalmente gosto de conectar consequências, eu fiz o seguinte:
  • Tarbaw Nighthill é um membro da família Nighthill de Baldur's. Boas relações com ele permitem aos jogadores um contato político importante mais para frente na aventura (eu planejava expandir o capítulo da aventura que se passa em Baldur's porque Baldur's é uma cidade muito boa). Mesma coisa com Castellan, que está há séculos ajudando os Nighthill.
  • Eles viajariam junto de Fernando Nighthill, sobrinho de Tarbaw, para Baldur's quando voltassem à Ninho Verde para partir em viagem. Fernando estava no forte sendo treinado por Tarbaw para sucedi-lo na administração de Ninho Verde. O papel de Fernando em Baldur's seria, principalmente, permitir a passagem entre os portões nobres (que só podem ser atravessados na companhia de um dos Patriarcas em Baldur's).
  • Linan Swift é uma ex-membro dos Zhentarim em fuga. Ela dá para a pessoa que mais a ajudou e a sua família um tipo de símbolo de confiança que permite não só seu recrutamento futuro na facção (ou um símbolo de confiança para um pequeno grupo anti-Zhentarim) como faria o personagem ser reconhecido pela gnoma Jamna Gleamsilver no futuro.
Acho que a pior coisa de verdade desse capítulo é quantos combates têm nele. Sério. Se você for rodar todas as missões do capítulo, você vai encontrar facilmente mais de 10 combates em uma noite. Calcule quanto tempo demora um combate e você vai perceber como essa aventura consegue matar completamente o seu pacing. Em minha experiência pessoal, eu fico frustrada em três sessões sem avanço na história e desisto mentalmente do jogo em cinco sessões sem avanço na história.
Eu cortei completamente encontros aleatórios e metade dos combates nas missões, mas isso ainda não foi o suficiente para impedir o capítulo de demorar o suficiente para todo mundo perder o interesse na campanha. Minha recomendação para impedir o meu erro é, além de cortar os encontros aleatórios, só adotar aproximadamente metade das missões de Nighthill. Eu recomendo as seguintes:
  • "Procurando o Forte" é obrigatório, mas não precisa ter um combate além do inicial para salvar Linan e a sua família.
  • "O Velho Túnel" deve existir como um ponto de transporte, mas o combate no túnel e no leito do riacho é bem supérfluo. Eu o adotei mas substituí (como balanceamento para o nível de poder dos personagens) os ratos por um guerreiro desaparecido que estava sendo controlado mentalmente por uma corrupção (seria um plot point maior no futuro) para se tornar hostil. Ainda recomendo dropar o combate aqui porque era só um plot point muito específico do meu jogo e ele não adiciona nada ao capítulo.
  • "O Portão de Acesso" é bom para o mood da situação, mas tem partes mais importantes. Pode ser dropado com segurança.
  • "O Ataque do Dragão" é essencial. Eu obedeci a recomendação de uma outra crítica da aventura que vi online e deixei arcos e uma balista à disposição dos jogadores no topo da torre (ainda bem, porque todos os meus personagens eram especializados em meele e assim eles puderam fazer alguma coisa).
  • "Prisioneiro" pode ser feito no meio das outras missões, não tem necessidade de ser uma missão por si só. Mas uma coisa engraçada que aconteceu na minha mesa é que o prisioneiro mentiu bem o suficiente para conseguir convencê-los de que era um espião de Bahamut infiltrado no culto para destruí-lo por dentro (benditos nat 20). Meu plano era fazer ele acompanhar o grupo e ou trair os personagens alguma hora, ou se converter e vender informações para eles dependendo de como a história se desenvolvesse. Eu achei um conflito bem interessante que recomendo fazer para um prisioneiro humano que seja capturado.
  • Você pode escolher só um entre "Salvem o Moinho" e "Santuário" para o sentimento de ir lá fora para resgatar as pessoas, os dois juntos são um pouco supérfluos. Eu recomendo Santuário, pois Eadyan Moonfalcon pode ajudar os personagens e envolve mais planejamento tático por parte dos personagens (que têm de ter o bom senso de não serem capazes de tomar de frente dois dos três grupos rodeando o templo).
  • "O Campeão Meio-Dragão" é o ápice desse capítulo, mas ao mesmo tempo significa que um personagem batalhará até a morte muito cedo na aventura. Eu recomendo mantê-lo se você trabalhar com personagens que não seriam imediatamente mortos por dano excessivo (como personagens level 3). Também faça Cyanwrath apenas usar a sua baforada de dragão se considerar que seu oponente trapaçeou no combate (como usar magia ou itens mágicos) para torná-lo menos mortal. Quando o personagem chegar a 0 HP, faça-o ser curado imediatamente com uma poção de cura administrada por um NPC (ou jogador, se eles tiverem algum slot de magia de cura e estiver presente). É uma morte épica e tudo mais, mas é muito cedo na aventura para realmente ser uma morte.
Os combates, mesmos cortados a tão poucos, ainda são bem repetitivos. Eu usei homebrews de inimigos diferentes, como kobolds feiticeiros e kobolds soldados, para diminuir o sentimento de "estamos batalhando contra 2d8 kobolds iguais" e também por balanceamento (começando a aventura no nível 3 e tudo o mais).
Pessoalmente, eu balanceei todos os combates para serem Difíceis segundo as regras do livro do mestre.
E algumas coisas que também adicionei ao capítulo, mas não necessariamente são fixes necessários:
  • Eu traduzi Nighthill para "Montenegro".
  • Eu traduzi Cyanwrath para "Cianofúria".
  • Eu traduzi Linan Swift para "Linan, a Veloz". Mais porque em Forgotten Realms como eu a mestro, humanos só têm sobrenomes se são nobres, e só ganham títulos por feitos ou fama. Logo Linan tem o título de a Veloz, mas o resto de sua família não.
  • Dei um laço romântico entre Cyanwrath e Frulam Mondath. A aparição dele no capítulo 3 seria um pouco mais dramática assim. E Cyanwrath é completamente o melhor vilão de HotDQ (o único que tem um desenvolvimento significante, também). A popularidade dele é altíssima (é o terceiro NPC mais pesquisado sobre no DnDBeyond) e o fato de ser o "vilão honrado" no duelo contra ele ganha muito a simpatia dos jogadores.
  • O esposo de Linan Swift é um ferreiro. Ele oferece reparo de armamentos e substituições de graça por terem salvo sua vida caso sejam danificados nos capítulos 1-3.
Eu lembro de ter também cortado várias salas do capítulo 3, pulado o capítulo 2 completamente cortado encontros de viagem do capítulo de viagem, mas nunca mestrei eles per se então não acho que minha crítica deles seria construtiva.
Conclusões finais: Se você tem de mudar tanto assim de uma aventura apenas para ela ser jogável, vale mais a pena escrever a sua própria. Eu acho que gastei mais tempo mudando esse capítulo do que eu gastaria escrevendo uma aventura por mim mesma, porque foram horas de trabalho. Embora já seja trabalho pronto aqui, imagine que você teria de repetir isso para todos os capítulos.
Recomendo: Não.
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2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
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Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
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2020.08.25 07:37 kha_lill565 A FALSA DUPLA PERSONALIDADE DA MINHA EX-FUTURA NAMORADA

Ola pessoal do reddit, minha historia e meio estranha, bizzara, loka e complicada de se entender Eu tenho 16 anos(msm q nn precise saber minha idade), um dia na escola eu me apaixonei por uma menina nova, q tinha um jeitinho loko(me apaixonei por primeira vista), ela era muito bonita,de cabelos cacheados,engraçada,não conseguia parar de pensar nela... Dps de um tempo comecei me aproximar, nos aproximamos ate rapido, e deu pra perceber isso pq alguns amigos dela, falaram q ela não era de deixar as pessoas ter toques fisicos(abracos e tals) e não deixava as pessoas chegar muito perto dela,mas comigo ela permitia, como se ja tinhamos uma intimidade grande, e com isso tentei roubar um beijo dela antes de ir embora, so que ela desviou a cabeça, fiquei magoado, ainda mais q depois ela disse q nn queria nada, mas eu pedi um chance e ela me deu... Passou uns 2 meses e eu comecei a gostar realmente dela e ela de mim, eu me sentia o cara mais feliz do mundo, ja tinha visto os defeitos dela, eu achava, e nisso achei q tinha achado o amor da minha vida, comecamos a falar de casamento, nome dos filhos, oq um casal de namorados normalmente fazem(obs:a gente ainda nn era namorados), tava tudo indo bem, depois de alguns dias, minha melhor amiga(mai), bloqueou eu, a menina q gostava e outra amiga(jaiana,nome falso), e saiu de um grupo q a gente fez pra conversarmos todo mundo junto, sem dar nenhuma explicação,ficamos preocupados ,principalmente a jaiana, q nn sabia q a mai tinha passado por depressão, e no meio disso tudo, tentando acalmar a jaiana, a menina que eu gostava, comecou falar estranho, com um tom sarcasticos(q nn era dela), falando sobre coisas q ela passou, e comecou a falar e rir sobre um incendio q ela passou com a mae dela, ate ai não tinha percebido nada, ainda estava lokamente apaixonada por ela, depois "resolvemos o problema" da mai e ela voltou a falar com nos... Passou mais 2,3 meses e a menina que gostava, comecou a mudar cmg, ficar mais fria, não me dava mais a atenção que antes, tinha pouco tempo pra mim, falava em tom sarcastico, agindo totalmente diferente do que era comigo, ate que um dia ela falou q amava o um personagem de creepypasta, o jeff the killer(que foi inspirado em um assassino em serie q matou 17 pessoas, se nn me engano, envolve homens e crianças), e eu comecei a perguntar porque ela amava ele, porque ela tava agindo estranho comigo, ela comecava a dar risada perguntando:"era so isso kkk" e comecamos a discutir... Enquanto discutiamos, eu fazia perguntas pra ela, mas ela não me respodia e se respondia era rindo, ate que uma hora eu falei que queria entender ela, ela disse pra mim não tentar, se não me mataria, eu dei risada achando q era brincadeira, mas logo depois vi que não era, comecei a ter crise muito forte(pois ja estava sofrendo de crises de ansiedade e ela sabia), eu querendo entender ela, o porque ela amar um personagem, de estar falando comigo como se fosse uma psicopata e ela falando que não queria ninguem, que iria invandir minha casa(em outras palavras),e mandei 300 mensagens pra mai, pois ela estava me ajudando muito a ficar junto com a menina e ajudava a me acalmar, depois de umas 3 horas nessa conversa, ela fala que eu julguei ela, como os outras pessoas, depois fiquei confuso e ela sumiu(isso tudo foi de madrugada). Nisso tudo,ela sumiu e logo depois de alguns minutos volta falando que tava dormindo, falei pra ela ler as conversas, porem no celular dela apagaram a conversa(ela mesma), copiei as mensagens e mandei pra ela(mas acho que ela não leu), após falar tudo, falei pra ela que o jeito que ela estava falando era igual uma psicopata e falei do incendio, ai que começa ficar mais estranho, porque ela falou que não lembrava q tinha falado do incendio pra ninguem, com isso tudo peguei me despedi dela e fui tentar dormir. Depois de um certo tempo, ela continuando agindo estranho cmg, no meio de uma conversa ela comeca a falar com sarcasmos, falando com ignorancia, pensei q fosse dupla personalidade, q quando uma pessoa tem depressão, tem chance de criar uma outra personalidade, falei com a mai sobre isso, mandei as conversas e tudo pra ela entender, ela achou que poderia ser dupla personalidade tambem, então pensei como poderia ajudar, então fui atras da melhor amiga da menina q gostava(Julia), e a julia falou que ela inventava essas coisas, pois ela ja tinha falado q pegava a faca e apertava na mão, q exagerava um pouco com o acontecimento do incendio, tudo isso pra dar um gatilho mental nas pessoas que passam por depressão, ansiedade e desanimo da vida, pra elas ouvirem e pensar que ela passava por coisa pior. MANO, eu fiquei puto, tao puto, porque tinha ido atras de conversar com pessoas q tinham passado por essas coisas, q tinham dupla personalidade, pra descobrir que era simplesmente uma atuação, nisso eu perdi a confiança nela, mas não falei q sabia, pois amava ela, entao esperei, pois a amiga dela tinha dito que depois de um tempo ela mudaria, voltaria ao normal. O tempo foi passando, o sentimento foi esfriando, e com isso tudo comecei a gostar de outra pessoa, a menina tinha voltado ao normal, porem eu tinha mudado com ela, dando menos atenção pra ela, falando menos com ela, não chamando pelos apelidos, ate q um dia nos discutimos, pois a "outra personalidade" dela tinha aparecido, e no meio da discussão, eu falei errado e ela entendeu q estava falando que não estava nem ai pra sua confiança, ela terminou cmg(mesmo não namorando), eu pedi perdão e ela me deu mais uma chance, mandei as convesas pra mai e pra julia, as duas ja estavam meio q revoltadas por estar agindo assim. Mas um tempinho, a mai conversando cmg, me contou q gostava de mim,q gostava antes de eu comecar a gostar da menina e mesmo assim me ajudou com a menina, e com isso tudo contou a verdade por causa q não aguentava mais esconder isso, fiquei feliz, muito feliz, porque a pessoa que comecei a gostar era a mai, mas era lerdo e não sabia oq fazer, então pedi opinião pra umas amigas, pra minha irmã, e pra julia, e todas falaram pra ficar com a mai, pois ela não me fazia mal igual a outra menina, e com isso escolhi ficar com ela, e no dia seguinte terminei com a menina, falei que sabia de tudo, que ela estava finjindo, que o sentimento por ela tinha esfriado, nisso ela botou a culpa em mim por ela ter gostado de mim, perguntando se achei alguem, falei que não e depois de tudo isso,decidimos ser melhores amigos, e hoje amo a mai como o amor da minha vida
Espero q tenha gostado E desculpe me o livro '-' <3
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2020.08.17 02:59 gimme-that-potato Uma das melhores decisões que tomei foi começar a tomar remédio para depressão

Olá, meus queridos.
Como o título sugere, venho aqui compartilhar minha experiência, pois acredito que possa acabar ajudando alguém aqui. No mais, vou poder pôr algumas ideias em ordem e poder dar uma desabafada. Tentarei ser breve, mas sei que não vai rolar rs, e acredito que meu texto não será tão linear.
O negócio é o seguinte: nunca fui apaixonado pela vida, de modo geral. Sempre fiz minhas coisas e tudo mais, mas essa tendência já me fez ficar para baixo (talvez algumas vezes depressivo) em algumas partes de minha vida. Nada disso me impediu de viver normalmente, sentir alegria, felicidade, paixão, correr atrás do que gosto, etc.
Acontece que ano passado estava em uma época braba. Havia terminado a faculdade, saído do emprego para prestar um concurso que não passei, e estava desempregado. Porra, estar desempregado é foda. A sensação de ficar em casa sem produzir é péssima.
Chegou uma hora que quis me cortar. Nada de suicídio, e nunca acreditei que pudesse fazer isso (apesar de estar com a constante sensação de querer nunca ter nascido), mas não deixa de ser um sintoma bem preocupante. Quando comecei a me dar uns pequenos cortes (escondidos), entendi que era hora de voltar pra terapia. Voltei para a mesma psicóloga que conheço há uns anos e confio bem.
Cabe aqui fazer um parênteses sobre depressão: há vários jeitos de melhorar esta doença. Contudo, tem um estudo recente que analisou a mistura entre dois tratamentos variados (ioga com psicólogo; meditação com psiquiatra; prática de esportes com meditação; etc.), e a melhor combinação de tratamento encontrada foi: acompanhamento psicológico junto com psiquiátrico. Não significa que tem que deixar outros tratamentos de lado, mas essa foi a melhor fórmula comprovada para combater.
Outra coisa: se você quer buscar um psicólogo, o que super recomendo, não importa a linha que ele ou ela segue. Freud, Lacan, Jung... nada disso importa. São ferramentas elaboradas para chegar em um mesmo objetivo. O que importa é você encontrar alguém que você vá com a cara. Alguém que você confie em desabafar. Não adianta conversar com um psicólogo pica das galáxias se você não se sente à vontade com ele.
Enfim. Começando a terapia, comecei a perceber diversos outros sintomas. Já não estava com a mesma concentração de antes. Me perdia no meio de frases. Estava me desconectando do mundo. Até atividades mais prazerosas estavam soando trabalhosas ou cansativas demais para mim. Meu prazer em coisas comuns, como comer algo bom, estava diminuindo. Foi a primeira vez que minha psicóloga sugeriu eu procurar um psiquiatra para me ajudar.
De início me senti mal, pois nunca tomei remédios para a cabeça. Mas depois veio um certo alívio: eu simplesmente estava doente, como uma gripe, e talvez precisasse só tomar um remédio. Você tem ideia de como é um alívio entender que sua mente te prega peças, e o motivo de você estar mal pode ser simplesmente algo fora de seu controle? Como uma mera desregulação hormonal, ou falta de algum receptor no cérebro, algo assim.
Falando com o psiquiatra, ele me passou um remédio relativamente novo, que, a grosso modo, estimula a produção de receptores de certos neurotransmissores na minha cabeça. Em outras palavras, ele estimula o cérebro a "captar mais prazer", ao invés de criar o prazer em si (como uma droga ilícita geralmente faz). Tanto é que é um remédio de tarja vermelha, e que não vicia (apesar de dar efeitos colaterais).
O início do tratamento foi bem ruim. O primeiro efeito colateral era a sensação de estar sonhando, ou na beira de uma grande ansiedade. Como se eu estivesse caindo, mas aquela sensação de "estar caindo" tivesse durando minutos. Isso me fez aprender a deixar rolar, sabe? Eu sabia que era um efeito do remédio, então não podia fazer nada, senão deixar acontecer, seguir com a maré. Eu diria até que eu pude aproveitar minha ansiedade. Sentia que era o remédio que me causava essa aceleração, mas que era ao mesmo tempo ele que me possibilitava ter esse "freio".
Outro efeito ruim foi o sono. Na verdade era mais uma vontade incontrolável de bocejar em si do que sono.
Como um outro possível efeito era falta de libido, óbvio que nos primeiros dias a primeira coisa que fui testar foi a masturbação. Confesso que foi bem difícil chegar no orgasmo, parecia que eu ia criar fogo com as mãos hehe. Por outro lado, um tempo depois minha libido até melhorou, pois minha depressão me fazia não querer buscar sexo. Minha namorada me apoiou durante tudo isso e entendeu, quando conversamos, que o sexo poderia piorar, o que felizmente não ocorreu.
Depois esses efeitos melhoraram (acredito que em até 2 semanas). O de sono e bocejo passou por completo, assim como o da ansiedade. Eu sentia que o remédio era um freio para minha ansiedade. Se eu fosse um carro, era como se o remédio colocasse uma trava na velocidade máxima. Sentia ele me ajudando.
Uma coisa que demorou para melhorar foi meu fluxo intestinal. Estava acostumado a ir ao banheiro todos os dias, às vezes até duas vezes (aqui cabe ressaltar que sou homem e, quando comecei a tomar o remédio no ano passado, estava com 26 anos). O remédio me fodeu com isso. Comecei a passar uns dias sem ir ao banheiro, ou ficar totalmente desregulado. Hoje, meses depois, isso já melhorou 100%.
Umas semanas depois comecei a ter um pouco de insônia, que até hoje vem e volta, mas nada que me atrapalhe.
Mas nada disso chega perto ao que o remédio me proporcionou: a capacidade de sentir prazer banal, no dia a dia, como ao ver um pôr-do-sol, ouvir uma música foda, ou comer algo gostoso. Hoje nem parece que eu tomo remédio. Faz parte da minha rotina: eu acordo, tomo meu comprimido, meu café, e sigo com o dia. Às vezes penso que deveria ter buscado um psiquiatra antes.
Claro que o tratamento é temporário. Eu sinto um pouco de falta de poder "curtir mais minha angústia" quando não tomava remédio, pois isso me ajudava a compor música ou escrever algo. Hoje me sinto melhor sabendo que estou mais pronto para terminar o tratamento (que demora no mínimo 6 meses, se não me engano até 2 anos). Também sei que, se voltar a ficar mal daquele jeito, tenho mais ferramentas para usar ao meu favor.
Se você está mal, não tenha vergonha de procurar um psiquiatra. Não coloque barreiras que não existem. Se você estivesse com febre, você iria no médico. Pode ser que sua depressão seja simplesmente uma reação física de seu corpo, e não uma mera falta de vontade (aliás, acho que nunca é, pois vontade de estar bem todo mundo tem). Até porque, uma pessoa com a vida 100% boa pode sofrer de depressão. Como falei, pode ser por algo idiota, como uma desregulação de seu corpo, algo hormonal, etc.
Pense nos remédios como uma rodinha extra numa bicicleta: ele vai servir de apoio para seu cérebro reaprender a andar sozinho, e, então, quando estiver pronto, vai poder andar ser as rodinhas.
Uma questão é que eu dei sorte. Um dos meu melhores amigos demorou uns bons anos para encontrar o remédio certo para ele. Ele tentou de tudo, várias terapias, e finalmente achou esse remédio (que é o mesmo que o meu, por coincidência), junto uma terapeuta de confiança. O cara até conseguiu assumir ser gay e hoje está namorando e feliz em um relacionamento, o que me deixa muito feliz.
Quando compartilhei essa história com outro amigo, ele confessou que estava tomando remédios para a ansiedade. Ele disse que era incrível poder sentir o prazer do presente ao andar de ônibus.
Comecei um trabalho novo em janeiro, e venho enfrentando altos e baixos por conta do isolamento da pandemia (não estar fazendo exercício vem ferrando com meu corpo). Mas sei que hoje tenho mais recursos para me cuidar. Ainda tomo remédio e faço acompanhamento psiquiátrico, e parei com a terapia pois não queria fazer online, embora eu ache que volte logo menos e faça por videochamada mesmo.
Enfim, espero ter ajudado alguém, ou ao menos estimulado a empatia, caso conheça alguém que esteja depressivo, ou com receio de começar a tomar remédios. Sempre fui muito mente aberta com muita coisa, inclusive terapia e psiquiatria. Mas ainda dava uma julgada com quem "parecia bem" e mesmo assim estava tomando remédio. Hoje vejo isso com mais empatia, pois nem todo mundo que parece bem está de fato bem. Quem sou eu para saber o que o outro sente, quando às vezes nem eu mesmo sei dizer o que sinto...
Se você tem algum amigo com depressão, ofereça seu apoio. Não julgue. Quando puder, insista na amizade. E não vomite suas próprias histórias. Não fale que "é falta de vontade", ou que é "frescura", ou que você conhece um "óleo essencial" para depressão. Às vezes a pessoa só precisa de alguém para desabafar, ou ao menos saber que você está lá para ela (como eu estive para esse meu grande amigo). Apesar de a tristeza poder ser um sintoma da depressão, depressão não é tristeza. Depressão é o oposto de vitalidade.
Por fim, deixo como dica de leitura o que acredito ser uma espécie de "guia definitivo" para a depressão (só não digo "definitivo" pois é uma área da ciência em constante evolução, e, CARAMBA, como eu sou grato por nascer nesta nossa época e não há 50 ou 100 anos, quando havia muito mais estigma e muito menos remédios...). Trata-se do livro O Demônio do Meio-dia, de Andrew Solomon. É um documento jornalístico que conta a história, em primeira pessoa, do escritor e sua luta para entender a própria depressão e a Depressão em si como doença. Nele há muito sobre questões emocionais, como os diferentes remédios funcionam, como a depressão afeta diferentes grupos de diferentes formas, etc. Foi o que me ajudou para ganhar conhecimento e lidar melhor com esse meu amigo (e, depois, lidar comigo mesmo). Esse mesmo jornalista faz um TED Talk muito bom aqui.
Obrigado a quem teve o saco de ler até aqui. Não sei se vou responder todas mensagens, mas tentarei. Se tiverem alguma dúvida, será um prazer tentar ajudar na medida do possível. Um grande abraço e tenha uma boa noite!
Edit: o remédio é Venlafaxina.
submitted by gimme-that-potato to brasil [link] [comments]


2020.08.08 05:53 Bressan01 Escrevi um livro de 300 páginas sobre felicidade e a graça do mundo pra me tornar nilista

Até um ano atrás, para todo e qualquer problema que eu tinha eu lidava com eles de cabeça erguida, conseguia refutar meus pensamentos ruins com uma grande carga de positividade e confiança.
Hoje, eu simplesmente não consigo ter um pensamento positivo sobre eu e minha vida.
e acredite, eu escrevi um livro de 300 páginas justamente sobre uma "percepção filosófica mágica e bela sobre a vida". Eu enojava o ponto de vista nilista dizendo estar 100% sobre o oposto do vazio da vida e não sei mais o que lá. v a i t o m a r n o c u, hoje eu simplesmente cai num buraco na minha que eu só consigo sentir confusão, desesperança, baixa auto estima, cobrança sobre eu mesmo, paranóia e me culpar.
Qualquer mínima coisa que eu faça eu me cobro, me julgo, me sinto incapaz, inutil.
sifude perdi os momentos legais com meus primos na praia pra ficar escrevendo esse monte de tralha pra no final ter ódio e rancor dessa desgraça.
Talvez eu poderia estar muito feliz e sorridente se eu não tivesse perdido minha vida social foda e minha aparência ( já citei anteriormente nesse subreddit). Fui forte por algum tempo, depois fui convivendo e acumulando meus problemas até a ficha cair e eu me dar conta da situação que eu estou.
é tanta paranóia, paradoxo, pensamento ruim, insuficiência que eu queria ir para um psicologo
nota : Já fui no psiquiatra, tomo vários remédios desde criança mas pelo visto o bagulho não é de remédio.
Só não vou pra um psicólogo por que não quero sugar dinheiro do meu pai (embora ele já tenha investido muito na minha cabeça) e também, será psicólogo que ajudaria mesmo ?????????????
submitted by Bressan01 to desabafos [link] [comments]


2020.08.07 14:08 betweenwordsandstars /r/fcporto na época 2019/2020: os users, publicações e comentários que mais se destacaram

Esta época terminou da melhor forma - com a conquista da dobradinha. É por isso uma boa altura para olharmos para os últimos 364 dias no fcporto e relembrarmos aquelas que foram as publicações mais populares, bem como destacar os users que mais contribuíram, sejam com posts ou comentários, para a atividade do sub e crescimento da comunidade. Utilizei o bot subredditstats, que fez a análise das 1000 publicações principais e um total de 24429 comentários.
Top Submitters' Top Submissions
1. 9082 points, 260 submissions: betweenwordsandstars
  1. FC PORTO É CAMPEÃO NACIONAL - DRAGÕES CONQUISTAM 29º TÍTULO! (253 points, 45 comments)
  2. Iker despede-se do FC Porto e da cidade do Porto! Um até já! (193 points, 4 comments)
  3. FC Porto vence a Taça de Portugal 2019/2020! [a 17ª da nossa história] (163 points, 26 comments)
  4. Corona vs Rafa (161 points, 22 comments)
  5. OFICIAL: Fernando Andrade emprestado ao Sivasspor (143 points, 15 comments)
2. 1341 points, 83 submissions: kraglor
  1. "O Jogo" - 24 de Junho 2020 (31 points, 10 comments)
  2. "O Jogo" - 03 de Março, Secção "FC Porto" completa (29 points, 7 comments)
  3. "O Jogo" - 30 de Julho 2020 (29 points, 2 comments)
  4. "O Jogo" -2 de Agosto 2020 (27 points, 0 comments)
  5. "O Jogo" - 9 de Outubro, Secção "FC Porto" Completa (26 points, 4 comments)
3. 1066 points, 6 submissions: sup3rfm
  1. É por isto que somos diferentes! Obrigado Porto, Obrigado Iker! (255 points, 21 comments)
  2. É NOSSA! (220 points, 14 comments)
  3. Num minuto, o sumário do estado da CS Portuguesa (172 points, 26 comments)
  4. Definicação de excesso de confiança (170 points, 32 comments)
  5. Porto e Gaia iluminados pelos Super Dragões - Impressionante(126 points, 17 comments)
4. 1025 points, 38 submissions: OutsiderofDarkLand
  1. Associado ao Benfica, James Rodríguez surge equipado à PORTO!!!! (91 points, 18 comments)
  2. Adeptos do Atlético elegem Filipe como melhor contratação da época (64 points, 21 comments)
  3. Fábio Silva atinge hoje a maioridade e renovará contrato com o Porto, ficando com uma cláusula de 125M (62 points, 8 comments)
  4. Hulk (o verdadeiro) quer regressar ao Porto em Janeiro! (56 points, 22 comments)
  5. Há 16 anos o FCP vencia a Champions League (56 points, 22 comments)
5. 903 points, 25 submissions: JuveTech
  1. Anda tudo a falar do mesmo, a defesa do Marchesín aos 79minutos... (88 points, 23 comments)
  2. Herrera aparece na foto, e o pessoal já especula um possível regresso... (86 points, 77 comments)
  3. Só para dizer, que o humorista brasileiro, Maurício Meireles, esta com a camisola do FCP num espectáculo online com o Raminhos AHAHAH (81 points, 10 comments)
  4. Zé "Golo"Luis... Aprende Soares ahah (81 points, 31 comments)
  5. Iker Casillas recebe medalha de campeão! (58 points, 11 comments)
6. 902 points, 22 submissions: bertobrb
  1. Aquilo na cabeça do homem parece um cachecol, mas é uma coroa, porque ele é o rei. (202 points, 14 comments)
  2. Vou postar uma fotografia de um bom treinador até o Sérgio sair. (Dia 01) (117 points, 29 comments)
  3. Foto de um bom treinador até o Sérgio sair. (Dia 02) (72 points, 33 comments)
  4. This does put a smile on my face (65 points, 32 comments)
  5. Imagem de um bom treinador até o Sérgio sair. (Dia 03) (45 points, 15 comments)
7. 774 points, 15 submissions: FRibeiro1602
  1. O desrespeito tem de acabar (117 points, 24 comments)
  2. Wilson Messifá (103 points, 15 comments)
  3. Hoje é um dia especial, Wilson Manafá comemora o seu 26º aniversário (101 points, 21 comments)
  4. O melhor onze da nossa história, eleito pelos utilizadores do fcporto (95 points, 37 comments)
  5. Faz hoje 21 anos que Deco se estreou pelo FC Porto! (94 points, 11 comments)
8. 703 points, 16 submissions: LemureTheMonkey
  1. Revelada nova versão do FIFA 21 (163 points, 12 comments)
  2. Ótimo lugar para se trabalhar numa quarta feira de manhã (133 points, 10 comments)
  3. Vasco da Gama (clube brasileiro) solidário com Marega (97 points, 10 comments)
  4. Evander estava a assistir o final da Taça👀 (42 points, 7 comments)
  5. Blursed_images (41 points, 5 comments)
9. 643 points, 26 submissions: dinhomir
  1. Sócios, dia 18 de Abril vão votar, mas NÃO votem no Pinto da Costa (106 points, 33 comments)
  2. Afinal não eram só 10 no campo, que bem que soube voltar a ouvir o 12º jogador (53 points, 9 comments)
  3. [MEGATHREAD] Mercado de transferências - Verão 2020 (40 points, 556 comments)
  4. [Throwback] Talvez a melhor exibição que alguma vez vi um GR fazer (Casillas na Luz em 2016) (38 points, 18 comments)
  5. Theodoro Fonseca: ″O Nakajima não pode voltar sem ser aceite por todos no FC Porto″ - Confirma que Nakajima está de fora por causa da família e não de irregularidades no pagamento (29 points, 17 comments)
10. 551 points, 10 submissions: nulopes
  1. Fds (214 points, 26 comments)
  2. Capa da bola de hoje, fiquei surpreendido (131 points, 29 comments)
  3. Golo de livre do Marega (77 points, 26 comments)
  4. Roma quer Soares (23 points, 35 comments)
  5. White Angels nojentos como sempre (23 points, 14 comments)
Top Commenters
  1. betweenwordsandstars (5688 points, 1012 comments)
  2. bertobrb (5111 points, 1040 comments)
  3. manguito86 (4461 points, 1019 comments)
  4. nsc97 (4172 points, 801 comments)
  5. dinhomir (3952 points, 896 comments)
  6. ohshit4 (3646 points, 803 comments)
  7. Mallardo (2790 points, 521 comments)
  8. LemureTheMonkey (2496 points, 431 comments)
  9. LightzPT (2235 points, 449 comments)
  10. 1Warrior4All (2018 points, 466 comments)
  11. OutsiderofDarkLand (1792 points, 376 comments)
  12. NotoriousAlmeida (1660 points, 213 comments)
  13. uptowndrunk7 (1616 points, 331 comments)
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  1. É por isto que somos diferentes! Obrigado Porto, Obrigado Iker! by sup3rfm (255 points, 21 comments)
  2. FC PORTO É CAMPEÃO NACIONAL - DRAGÕES CONQUISTAM 29º TÍTULO! by betweenwordsandstars (253 points, 45 comments)
  3. É NOSSA! by sup3rfm (220 points, 14 comments)
  4. Fds by nulopes (214 points, 26 comments)
  5. Aquilo na cabeça do homem parece um cachecol, mas é uma coroa, porque ele é o rei. by bertobrb (202 points, 14 comments)
  6. Iker despede-se do FC Porto e da cidade do Porto! Um até já! by betweenwordsandstars (193 points, 4 comments)
  7. Manafá homem do jogo, Benfica perde pontos, Porto em primeiro by JBWINNER6 (192 points, 15 comments)
  8. FCP vs BEL 28' Marega e Soares chocam um com o outro by aferreira (174 points, 28 comments)
  9. Num minuto, o sumário do estado da CS Portuguesa by sup3rfm (172 points, 26 comments)
  10. Definicação de excesso de confiança by sup3rfm (170 points, 32 comments)
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  1. 99 points: king94x's comment in Post Match Thread: FC Porto 2-0 Sporting [32ª jornada do campeonato] - FC PORTO CAMPEÃO NACIONAL!
  2. 95 points: 1Warrior4All's comment in Herrera aparece na foto, e o pessoal já especula um possível regresso...
  3. 92 points: nsc97's comment in Está imagem deixou-me triste e representa muito bem quem é o Sérgio Conceição. Um tipo emocionalmente desequilibrado. Fazer isto a alguém da sua própria equipa vem nos livros básicos de motivação e gestão de equipas como exemplo do que nunca de deve fazer. Vai-te tratar SC!
  4. 72 points: LemureTheMonkey's comment in Post Match Thread: FC Porto 4-0 Boavista (28ª jornada do campeonato)
  5. 70 points: IG-007's comment in Capa da bola de hoje, fiquei surpreendido
  6. 69 points: ohshit4's comment in Post Match Thread: Benfica 1-2 FC Porto [Final da Taça de Portugal]
  7. 68 points: JSBraga's comment in Post Match Thread: FC Porto 3-2 SL Benfica [20ª jornada do campeonato]
  8. 68 points: ogfmc's comment in Finalmente... A verdadeira contestação começa. E ainda é pouco....
  9. 67 points: FRibeiro1602's comment in [Sério] fcporto elege o melhor onze da nossa história - NOMEAÇÕES
  10. 63 points: Azul10's comment in Estátua(s) no Dragão - Ideia em homenagear atletas, dirigentes, etc neste local
Generated with BBoe's Subreddit Stats
submitted by betweenwordsandstars to fcporto [link] [comments]


2020.08.07 05:51 subreddit_stats Subreddit Stats: fcporto top posts from 2019-08-06 to 2020-08-04 20:48 PDT

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  1. 9082 points, 260 submissions: betweenwordsandstars
    1. FC PORTO É CAMPEÃO NACIONAL - DRAGÕES CONQUISTAM 29º TÍTULO! (253 points, 45 comments)
    2. Iker despede-se do FC Porto e da cidade do Porto! Um até já! (193 points, 4 comments)
    3. FC Porto vence a Taça de Portugal 2019/2020! [a 17ª da nossa história] (163 points, 26 comments)
    4. Corona vs Rafa (161 points, 22 comments)
    5. OFICIAL: Fernando Andrade emprestado ao Sivasspor (143 points, 15 comments)
    6. [Throwback] Defesa monumental do Casillas contra o Sporting (124 points, 12 comments)
    7. FC Porto no top 10 das equipas que mais pontuaram na Champions na última década (96 points, 12 comments)
    8. Clássicos em 2019/2020 (94 points, 11 comments)
    9. Mateus Uribe contra o Benfica (93 points, 17 comments)
    10. Otávio é o jogador com mais desarmes neste campeonato (90 points, 28 comments)
  2. 1341 points, 83 submissions: kraglor
    1. "O Jogo" - 24 de Junho 2020 (31 points, 10 comments)
    2. "O Jogo" - 03 de Março, Secção "FC Porto" completa (29 points, 7 comments)
    3. "O Jogo" - 30 de Julho 2020 (29 points, 2 comments)
    4. "O Jogo" -2 de Agosto 2020 (27 points, 0 comments)
    5. "O Jogo" - 9 de Outubro, Secção "FC Porto" Completa (26 points, 4 comments)
    6. "O Jogo" 26 de Agosto de 2019 - Secção "FC Porto" Completa (26 points, 0 comments)
    7. "O Jogo" 21 de Agosto de 2019 - Secção FC Porto Completa (24 points, 1 comment)
    8. "O Jogo" - 24 de Setembro, Secção "FC Porto" Completa (21 points, 0 comments)
    9. "O Jogo" - 9 de Julho 2020 (21 points, 4 comments)
    10. "O Jogo" 20 de Agosto de 2019 - Secção FC Porto Completa (21 points, 1 comment)
  3. 1066 points, 6 submissions: sup3rfm
    1. É por isto que somos diferentes! Obrigado Porto, Obrigado Iker! (255 points, 21 comments)
    2. É NOSSA! (220 points, 14 comments)
    3. Num minuto, o sumário do estado da CS Portuguesa (172 points, 26 comments)
    4. Definicação de excesso de confiança (170 points, 32 comments)
    5. Porto e Gaia iluminados pelos Super Dragões - Impressionante (126 points, 17 comments)
    6. LISBOA É NOSSA!! (123 points, 10 comments)
  4. 1025 points, 38 submissions: OutsiderofDarkLand
    1. Associado ao Benfica, James Rodríguez surge equipado à PORTO!!!! (91 points, 18 comments)
    2. Adeptos do Atlético elegem Filipe como melhor contratação da época (64 points, 21 comments)
    3. Fábio Silva atinge hoje a maioridade e renovará contrato com o Porto, ficando com uma cláusula de 125M (62 points, 8 comments)
    4. Hulk (o verdadeiro) quer regressar ao Porto em Janeiro! (56 points, 22 comments)
    5. Há 16 anos o FCP vencia a Champions League (56 points, 22 comments)
    6. "Voltar ao FCPorto seria um Sonho!" -Hulk (35 points, 23 comments)
    7. Hulk anuncia saída do Shangai SIPG (35 points, 18 comments)
    8. Final da Taça da Liga com transmissão na RTP (33 points, 7 comments)
    9. Mário Silva vai ser o novo treinador do Rio Ave (32 points, 4 comments)
    10. "Militão só quer o Porto"!!! (31 points, 9 comments)
  5. 903 points, 25 submissions: JuveTech
    1. Anda tudo a falar do mesmo, a defesa do Marchesín aos 79minutos... (88 points, 23 comments)
    2. Herrera aparece na foto, e o pessoal já especula um possível regresso... (86 points, 77 comments)
    3. Só para dizer, que o humorista brasileiro, Maurício Meireles, esta com a camisola do FCP num espectáculo online com o Raminhos AHAHAH (81 points, 10 comments)
    4. Zé "Golo"Luis... Aprende Soares ahah (81 points, 31 comments)
    5. Iker Casillas recebe medalha de campeão! (58 points, 11 comments)
    6. Tarja no Olival pede menos desculpas e mais FC Porto (45 points, 13 comments)
    7. Brahimi e o paleio de saco... (42 points, 18 comments)
    8. Entretanto, no último post no Instagram do Madureira... (41 points, 27 comments)
    9. 3 jornais, 3 frases distintas. (Caguem na CM) (37 points, 16 comments)
    10. Adeptos do FC Porto foram ao Olival e apoiaram desta forma a equipa (37 points, 16 comments)
  6. 902 points, 22 submissions: bertobrb
    1. Aquilo na cabeça do homem parece um cachecol, mas é uma coroa, porque ele é o rei. (202 points, 14 comments)
    2. Vou postar uma fotografia de um bom treinador até o Sérgio sair. (Dia 01) (117 points, 29 comments)
    3. Foto de um bom treinador até o Sérgio sair. (Dia 02) (72 points, 33 comments)
    4. This does put a smile on my face (65 points, 32 comments)
    5. Imagem de um bom treinador até o Sérgio sair. (Dia 03) (45 points, 15 comments)
    6. Mário Silva- "Estou sempre disposto a voltar ao FC Porto." (40 points, 27 comments)
    7. Presidente da SAD do Famalicão, Miguel Ribeiro, para o futebol dos dragões (36 points, 20 comments)
    8. Sporting a sportingar. Mais uma coisa para ssrvir de motivação aos jogadores. (36 points, 11 comments)
    9. A incompetência de quem gere as finanças do clube (30 points, 15 comments)
    10. Fábio Vieira chamado ao plantel principal. (28 points, 9 comments)
  7. 774 points, 15 submissions: FRibeiro1602
    1. O desrespeito tem de acabar (117 points, 24 comments)
    2. Wilson Messifá (103 points, 15 comments)
    3. Hoje é um dia especial, Wilson Manafá comemora o seu 26º aniversário (101 points, 21 comments)
    4. O melhor onze da nossa história, eleito pelos utilizadores do fcporto (95 points, 37 comments)
    5. Faz hoje 21 anos que Deco se estreou pelo FC Porto! (94 points, 11 comments)
    6. Bom dia campeões (79 points, 12 comments)
    7. Golo da Época 2019/2020 - Alex Telles! (42 points, 1 comment)
    8. E o melhor jogador que o fcporto já viu jogar no FC Porto é... (41 points, 12 comments)
    9. Quem é o melhor jogador que já viram jogar no FC Porto (FINAL) (17 points, 21 comments)
    10. Quem é o melhor jogador que já viram jogar no FC Porto? (17 points, 30 comments)
  8. 703 points, 16 submissions: LemureTheMonkey
    1. Revelada nova versão do FIFA 21 (163 points, 12 comments)
    2. Ótimo lugar para se trabalhar numa quarta feira de manhã (133 points, 10 comments)
    3. Vasco da Gama (clube brasileiro) solidário com Marega (97 points, 10 comments)
    4. Evander estava a assistir o final da Taça👀 (42 points, 7 comments)
    5. Blursed_images (41 points, 5 comments)
    6. Queria eu ter esse otimismo Ellis... (29 points, 3 comments)
    7. Liga NOS #FicaEmCasa (27 points, 12 comments)
    8. 11 inicial contra o Sporting (24 points, 47 comments)
    9. Nakajima já vestiu o novo equipamento. Acham que já começou a reintegração com o plantel? (24 points, 11 comments)
    10. Qual o jogador que mais ganhou pontos para o Porto esta época? (24 points, 17 comments)
  9. 643 points, 26 submissions: dinhomir
    1. Sócios, dia 18 de Abril vão votar, mas NÃO votem no Pinto da Costa (106 points, 33 comments)
    2. Afinal não eram só 10 no campo, que bem que soube voltar a ouvir o 12º jogador (53 points, 9 comments)
    3. [MEGATHREAD] Mercado de transferências - Verão 2020 (40 points, 556 comments)
    4. [Throwback] Talvez a melhor exibição que alguma vez vi um GR fazer (Casillas na Luz em 2016) (38 points, 18 comments)
    5. Theodoro Fonseca: ″O Nakajima não pode voltar sem ser aceite por todos no FC Porto″ - Confirma que Nakajima está de fora por causa da família e não de irregularidades no pagamento (29 points, 17 comments)
    6. Destaques da Liga NOS que poderão ser apontados ao FC Porto na próxima janela de transferências (25 points, 22 comments)
    7. [Opinião] Enquadramento do clube nesta janela de transferências e perspetivas para o próximo verão. (24 points, 8 comments)
    8. 08 Dez 2019, B SAD 1-1 FC Porto - Sérgio Conceição: "Estou completamente convicto de que vamos ser campeões" (23 points, 4 comments)
    9. Leaderboards de Golos e Assistências e desempenho dos emprestados (23 points, 13 comments)
    10. Negócio fechado: Bruno Costa segue para o Portimonense (23 points, 20 comments)
  10. 551 points, 10 submissions: nulopes
    1. Fds (214 points, 26 comments)
    2. Capa da bola de hoje, fiquei surpreendido (131 points, 29 comments)
    3. Golo de livre do Marega (77 points, 26 comments)
    4. Roma quer Soares (23 points, 35 comments)
    5. White Angels nojentos como sempre (23 points, 14 comments)
    6. Bruno Costa sai a título definitivo (22 points, 6 comments)
    7. Amizades curiosas (16 points, 3 comments)
    8. Enormes defesas que tapam erros gritantes na defesa (16 points, 29 comments)
    9. A culpa foi do Luís Diaz e do árbitro como estava bom de ver (15 points, 6 comments)
    10. Melhores momentos do Soares, Gil Vicente - FC Porto (Parte 1) (14 points, 10 comments)
  11. 518 points, 22 submissions: OsDragoesExistem
    1. Casillas já não é jogador do FC Porto e publica fotografia: "O último voo" (60 points, 20 comments)
    2. André Villas-Boas: "Aquela equipa do FC Porto era pornográfica" (43 points, 12 comments)
    3. Um conselho da DGS (40 points, 1 comment)
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    5. Faleceu Seninho, o herói de Manchester, aos 71 anos (28 points, 1 comment)
    6. Zé Luís telefonou a Nené após lance arrepiante no FC Porto-Santa Clara (28 points, 2 comments)
    7. Imprensa do Mali aponta goleador do FC Porto ao Inter (27 points, 13 comments)
    8. FC Porto quer renovar com Romário Baró (25 points, 13 comments)
    9. Luis Díaz: "Pessoas sem escrúpulos estão a fazer-se passar por mim para pedir dinheiro" (24 points, 0 comments)
    10. Marchesín: "Lutamos contra todos" (22 points, 0 comments)
  12. 513 points, 9 submissions: NJDorian
    1. De onde os fãs te acarinham, não se esquece. (102 points, 0 comments)
    2. Pim-Pam-Pum (90 points, 16 comments)
    3. Em tempos difíceis, relembremos um passado recente (68 points, 13 comments)
    4. É preciso ter mais calma. (54 points, 31 comments)
    5. OFICIAL: Fábio Silva renova com o FC Porto MAISFUTEBOL (51 points, 15 comments)
    6. Encontrem a ovelha negra. (50 points, 20 comments)
    7. Joga-se mal, é verdade, mas contra factos não há grandes argumentos. (50 points, 45 comments)
    8. Luis Díaz: «No FC Porto quero fazer mais de dez golos» TVI24 - Ta cumprida a promessa. (30 points, 4 comments)
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    1. Há algo que não se pode negar... A paixão do SC pelo clube e pelo desporto é enorme! Instagram @migas31 (146 points, 26 comments)
    2. "ÚLTIMA HORA: Fábio Silva acabou de dizer no direto, que o Alex Telles ia sair!" Instagram @portista_veridico (54 points, 34 comments)
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  14. 429 points, 19 submissions: 336933
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  15. 410 points, 7 submissions: AntSalvador1893
    1. Época nova mesma coisa (100 points, 18 comments)
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  16. 380 points, 8 submissions: nuno_99
    1. Óliver: «Na última noite no Porto fui sozinho para a Ponte D. Luís e chorei» (73 points, 13 comments)
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    5. 5 - FC Porto’s last five goals in the Primeira Liga have been scored by a defender: Mbemba, Iván Marcano, Alex Telles, Wilson Manafa and Corona. Influence. (44 points, 27 comments)
    6. Empresário de Nakajima desmentiu a notícia da CMTV que dizia que o FC Porto devia dinheiro ao jogador (40 points, 7 comments)
    7. Benfica põe à venda t-shirt dedicada ao FC Porto (32 points, 17 comments)
    8. Sérgio Conceição, a 26/04/2019: «Se não fizer bom trabalho, faço as malas e vou embora no final da época» (23 points, 19 comments)
  17. 367 points, 8 submissions: TrustZila
    1. Créditos: FCPorto da Depressão (72 points, 7 comments)
    2. Olé 😅😅😅😅😅😅😅 (67 points, 6 comments)
    3. Pronto, lá vou eu comprar o FIFA 16.4 logo quando ia mudar para o Pes (62 points, 9 comments)
    4. Come back senpai 😢😢😢 (59 points, 32 comments)
    5. Porto assinou parceria com a EA 😮😮😮 Estádio Do Dragão no FIFA 17.4? (39 points, 37 comments)
    6. Não sei se já apareceu aqui (créditos na imagem) (36 points, 1 comment)
    7. O que foram fazer ao nosso clube 😢😢😢😢😢😢 (20 points, 0 comments)
    8. Acho que depois disto já somos capazes de discutir treinadores (12 points, 59 comments)
  18. 311 points, 6 submissions: Prezbelusky
    1. Ups (134 points, 16 comments)
    2. Enfim (50 points, 28 comments)
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    5. "Se voltar a Portugal só posso treinar... " (26 points, 21 comments)
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  19. 306 points, 9 submissions: NaoTeEnerves
    1. Mais uma do Alexandre Pinto da Costa (70 points, 9 comments)
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    9. Reflexão: Oposição, o que falhou? (14 points, 14 comments)
  20. 293 points, 3 submissions: uptowndrunk7
    1. PROMESSA CUMPRIDA (142 points, 38 comments)
    2. Coisas que o Corona guarda no bolso (129 points, 2 comments)
    3. Eu a tentar responder a todos os comentários devido à promessa (leiam o meu comentário) (22 points, 10 comments)
  21. 284 points, 12 submissions: thegreyclown
    1. Sobre a liderança (100 points, 11 comments)
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    4. Brasileiros associam lateral-esquerdo Hulk (Atlético Mineiro) ao FC Porto (21 points, 12 comments)
    5. FC Porto tem acordo para renovar com Fábio Silva (21 points, 5 comments)
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    7. SAD só deixa sair Corona por €30 milhões (14 points, 18 comments)
    8. Pedro Gonçalves (Famalicão) é opção para o Dragão, mas só depois das vendas (13 points, 33 comments)
    9. Espanhóis dizem que Vítor Baía pode ajudar a levar Juan Miranda para o FC Porto (12 points, 24 comments)
    10. FC Porto deverá pagar sete milhões por Rúben Semedo (12 points, 23 comments)
  22. 270 points, 4 submissions: cmobi
    1. Está imagem deixou-me triste e representa muito bem quem é o Sérgio Conceição. Um tipo emocionalmente desequilibrado. Fazer isto a alguém da sua própria equipa vem nos livros básicos de motivação e gestão de equipas como exemplo do que nunca de deve fazer. Vai-te tratar SC! (109 points, 90 comments)
    2. Joao Koehler na sic notícias. Podem it a box ver (passou hoje, quinta, por volta das 18:30). Frases fortes como está... (72 points, 37 comments)
    3. Vamos a ver se acontece... (52 points, 18 comments)
    4. Conferência de imprensa presidente Guimarães (37 points, 18 comments)
  23. 262 points, 10 submissions: manguito86
    1. u/uptowndrunk7 PAGA A PROMESSA!!! (62 points, 23 comments)
    2. Se falharmos o apuramento à fase seguinte da LE, deve Sérgio Conceição ser substituido já? (35 points, 48 comments)
    3. FC Porto obrigado a dezenas de milhões em mais-valias. As semelhanças (e as diferenças) com o cenário em 2016 (27 points, 23 comments)
    4. Pinto da Costa sobre as contratações de 2019/20 (25 points, 27 comments)
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    10. Romário Baró, o "cavalo selvagem" que chama a atenção em Espanha (15 points, 17 comments)

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  1. É por isto que somos diferentes! Obrigado Porto, Obrigado Iker! by sup3rfm (255 points, 21 comments)
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  1. 99 points: king94x's comment in Post Match Thread: FC Porto 2-0 Sporting [32ª jornada do campeonato] - FC PORTO CAMPEÃO NACIONAL!
  2. 95 points: 1Warrior4All's comment in Herrera aparece na foto, e o pessoal já especula um possível regresso...
  3. 92 points: nsc97's comment in Está imagem deixou-me triste e representa muito bem quem é o Sérgio Conceição. Um tipo emocionalmente desequilibrado. Fazer isto a alguém da sua própria equipa vem nos livros básicos de motivação e gestão de equipas como exemplo do que nunca de deve fazer. Vai-te tratar SC!
  4. 72 points: LemureTheMonkey's comment in Post Match Thread: FC Porto 4-0 Boavista (28ª jornada do campeonato)
  5. 70 points: IG-007's comment in Capa da bola de hoje, fiquei surpreendido
  6. 69 points: ohshit4's comment in Post Match Thread: Benfica 1-2 FC Porto [Final da Taça de Portugal]
  7. 68 points: JSBraga's comment in Post Match Thread: FC Porto 3-2 SL Benfica [20ª jornada do campeonato]
  8. 68 points: ogfmc's comment in Finalmente... A verdadeira contestação começa. E ainda é pouco....
  9. 67 points: FRibeiro1602's comment in [Sério] fcporto elege o melhor onze da nossa história - NOMEAÇÕES
  10. 63 points: Azul10's comment in Estátua(s) no Dragão - Ideia em homenagear atletas, dirigentes, etc neste local
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.07.29 01:05 AdsonLeo [Encontro Miojo] Aceito uma Mãozinha (5º Level; D&D 5e)

Olá pessoal, postando aqui um encontro que já vinha querendo colocar no papel há um tempo. Faz parte da ideia de "Encontro Miojo", rápido para ler e colocar em jogo mas com potencial para se desenvolver em algo maior, como o nosso bom macarrão instantâneo. O mais importante é dar um pontapé em suas aventuras e alguns ganchos com o que trabalhar quando estiver em dúvida ou com preguiça.
Isso faz parte de um blog que atualizo nunca. Mas às vezes aparece algo lá e decido postar aqui. Espero que gostem e a quem interessar o blog é o Sopa de Dado e a postagem desta aventura é essa aqui.
Neste encontro busquei trazer desafio a aventureiros chegando em leveis medianos, sendo um combate desafiador mas também com um tom humorístico e leve. É possível até que não haja derramamento de sangue no fim e tudo se resolva com simples interações sociais e resultados finais interessantes para ambos os lados - heróis e vilões. Admito que talvez não seja toda mesa que acomode o "good ending" afinal, como verão, envolve lidar pacifica e amigavelmente com vilões óbvios.
De toda forma, este encontro é pensado para impor um desafio considerável para um grupo de quatro aventureiros no nível 5. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.
Como sempre com aventuras prontas use como bem entender, mas tendo em mente que ao corrê-la para grupos maiores ou menores e em níveis diferentes o desafio pode ficar significativamente mais fácil ou difícil. Se decidir utilizar este encontro ou elementos dele peço apenas para que dê crédito ao blog e ao autor, no caso eu.

Ganchos de Aventura

Nosso grupo de aventureiros se encontra viajando do ponto A ao ponto B, seguindo rio acima pela margem quando avistam algo curioso. Ou tenha ouvido rumores sobre uma velha torre abandonada que todos os moradores locais evitam, já que quem foi lá jamais voltou e luzes e sons macabros se projetam do topo. Talvez esses mesmos moradores ofereceram recompensas para que os destemidos heróis visitem o local e verifiquem a veracidade da história, eliminando qualquer ameaça presente. Seja como for, subindo o rio eles se deparam com um... pacato pescador?

Localização

Este encontro pode se resolver em duas localidades: à beira do rio ou na torre abandonada. O rio... é um rio. Cortando uma floresta provavelmente, como todo rio em RPG. Não existe segredo, pode ser qualquer rio em qualquer mundo onde você goste de mestrar. Gosto da ideia de locálizá-lo no rio Styx em Avernus caso esteja correndo a campanha Baldur's Gate: Descent Into Avernus ou algo assim. Sendo um plano mal onde o grupo interage constantemente com figuras de caráter duvidoso os aventureiros estarão mais acostumados a interagir com o que antes eram apenas inimigos com alvos pintados na cabeça. O importante mesmo é que os aventureiros estejam seguindo contra o curso deste rio.
A torre fica ainda mais rio acima, e, sinceramente, não é o foco desta aventura. Use o layout de qualquer torre, ou qualquer construção na verdade. Uma torre funciona melhor mas no final fica a seu critério. Caso tenha interesse poderá desenvolver com mais detalhes, mas para o propósito deste encontro miojo não tem muita importância. O que interessa é o que os aventureiros avistam enquanto caminham.

1. Pescaria Macabra

À beira do rio, poucos metros a frente após passarem por algumas árvores, o grupo avista uma figura sentada com uma vara de pesca em mãos e olhando distraidamente para o nada. O ser humanoide parece um pouco desengonçado e, numa inspeção mais atenta ou próxima, é possível notar que não se trata de um humanoide normal, e sim de um Flesh Golem (Monster Manual, 169). Vestindo um chapéu de palha que por pouco não é levado pelo vento, ele lança olhares ocasionais para a água. A linha da sua vara de pesca está sempre em movimento e bastante tencionada, porém ele não a puxa.
Caso os jogadores observem por mais tempo ou demorem a tomar uma decisão, eles notam que a linha fica mais frouxa até que da água emerge uma Flameskull (MM, 134). De início apenas uma caveira humana flutuante, ela gira algumas vezes no ar para se secar e logo explode em eletricidade, que fica estalando ao seu redor. Use os status e habilidades da Flameskull, porém substitua a magia preparada "Fireball" por "Lightning Bolt", ambas de terceiro nível.
O crânio pertence a Ginolvam Tyerulzo, mago humano de índole no mínimo questionável há muito morto por outros aventureiros. Cursou artes mágicas em [insira grande cidade do cenário] mas jamais conseguiu seguir as linhas de pesquisa monótonas dos outros, o que o levou à reanimação. Graças a rituais diversos executados meio que corretamente por ele quando vivo, o mago conseguiu voltar a vida. De certa forma. Apenas sua cabeça animada e ossuda se reanimou e, desde então, ele habita sua torre, onde continua seus experimentos em constructos feitos com partes de criaturas vivas.
A dita torre foi recentemente atacada por heróis, ou como ele chama, "um bando de rufiões metidos a salvadores da pátria". Os tais rufiões dizimaram sua coleção de golens e o mataram. De novo. Após uma hora ele despertou, apenas para descobrir que tudo de valor que ele possuía havia sido roubado pelos malditos e que seus brinquedos foram despedaçados e boa parte de seus pedaços lançados no rio próximo. Quanta barbárie. Após muito esforço Ginolvam reconstruiu um dos golems com o que pôde achar e se colocou a busca do restante das partes que foram levadas rio abaixo. Com medo de que pudesse se distrair e ficar perdido, ou até mesmo arrastado pela correnteza, agora confia que #1B segure firme enquanto ele vasculha as pedras e a lama do fundo em busca das peças que precisa para reestabelecer seu exército.
Ginolvam já aparece em cena com um braço, perna ou outro membro de sua preferência, sendo erguido por uma Mão Mágica conjurada por ele, e o joga numa pilha que já contem algo como meia dúzia de outros. Ele então fala em tom autoritário com o golem por alguns momentos, informando que irá forçar um pouco mais pois acredita ter avistado um tronco preso à vegetação.Neste momento, caso os personagens não tenham se escondido ou a furtividade seja menor que 12 (Percepção passiva da Flameskull), Ginolvam os nota e se dirige a eles, perguntando com confiança o que buscam, ao mesmo tempo em que #1B se coloca de pé. Caso os aventureiros se aproximem ou enderecem-no amistosamente, ambas as partes podem conversar de forma tranquila.
Durante o diálogo Ginolvam se mostra autoritário e confiante porém certamente disposto a evitar um combate, uma vez que a reconstrução de um único golem sem ajuda e quando se é apenas um crânio flutuante com Mãos Mágicas é um tarefa hercúlea. Sem contar que dessa vez, pensa ele, talvez esses sejam um pouco mais espertos e de fato o matem de uma vez por todas. Nesta solução pacífica desenrole o encontro como social, e o grupo fica a par da história do mago, sua morte, experimentos, torre, o ataque e morte de novo. Ele também faz questão de frisar que jamais fez mal às comunidades próximas ou ativamente atacou viajantes, mas que se defende caso necessário. Tem interesse apenas em seus experimentos, que são os causadores dos sons e luzes que as pessoas veem de tempos em tempos. Um personagem pode verificar que Ginolvam diz a verdade com um teste de Sabedoria (Insight) de CD 10. Com alguns minutos de conversa civilizada o mago arrisca pedir ajuda do grupo.
Talvez os aventureiros apenas sigam viagem com uma história curiosa para contar. Se ajudarem a caveira a encontrar mais partes e levá-las para a torre siga para a parte 2. Caso mesmo após a conversa eles decidam que é melhor dar cabo da caveira e seu amigo golem e engajem em combate siga para o próximo parágrafo.
Numa inevitável luta execute da seguinte forma. Ginolvam ordena #1B a lutar com todas as forças e protegê-lo, assim que chegar seu turno, voa a 9m do chão, de onde atira seus Fire Ray e Magic Missiles, e ambos focam aqueles indivíduos que podem efetivamente ferir a caveira. Em seu primeiro turno ele conjura a magia Blur em si mesmo para aumentar sua sobrevivência, assim como Shield quando necessário. O mago é relutante em conjurar seu trunfo, Lightning Bolt, logo de cara, ainda mais caso a quantidade de alvos que consiga atingir seja sub-ótima. Ele o fará caso veja que esses novos rufiões que o atacaram sem motivo sejam muito fortes e estejam dando trabalho a ele e ao #1B. Se uma oportunidade de ouro se apresentar, com todos os aventureiros em linha perfeita esperando pelo choque ele conjura de uma vez o raio elétrico. A função do Golem não é segredo: ficar no solo absorvendo o máximo de dano que conseguir e batendo de volta. Caso entre em Berserker, Ginolvam não tentará domá-lo a menos que a luta já esteja ganha ou os aventureiros implorem muito por misericórdia. Se tudo der certo ele estará uns bons metros no ar, longe dos ataques do seu constructo. Se o grupo todo cair faça como você achar melhor. Um TPK mesmo e mais corpos para o mago ou quem sabe nosso amigo cabeça possa prender os atacantes e conduzir mais experiências. Vilões megalomaníacos fazem isso e repetidamente dão a oportunidade dos capturados escaparem com vida... tsc tsc, nunca aprendem. Caso a luta pareça perdida Ginolvam tentará escapar voando para longe e acessar o que consegue recuperar depois.

2. Torre Abandonada

Se no final os aventureiros se resolveram amigavelmente com a dupla de pescadores e os ajudaram a trazer partes para cá, ou se venceram o combate e eventualmente alcançaram a estrutura, use algum mapa que achar interessante. Uma coisa é fato, está tudo saqueado. Algumas partes de golens são visíveis, mobílias intactas e quebradas, livros, frascos, mesas de encantamento, penduricalhos diversos e tudo o que magos em RPG costumam colecionar. Marcas de batalha são visíveis e recentes - perfurações, chamuscados, flechas e frascos de poção recém usadas pelo chão. Em duvida faça um mapa simples. Existe um ou dois quartos, uma cozinha e sala, um depósito e um laboratório provavelmente no topo. A torre é o formato ideal pois Ginolvam precisa atrair raios para alguns de seus experimentos. Infelizmente ele não tem poderes o suficiente para conjurar o seu próprio mais que uma vez ao dia.
O único butim de valor é o grimório da velha caveira. Um tomo grosso cuja capa é feita de retalhos de pele e com páginas amareladas que contém as magias conhecidas do mago (leia-se, as que a Flameskull tem preparada contando a alteração que fizemos). Um Mago pode copiar qualquer uma das magias descritas ou é possível vender o livro por 50 pesos de ouro caso encontrem comprador interessado.
Se todos chegaram aqui como amigos, Ginolvam convida o grupo a ficar e pede #1B para preparar algo para eles enquanto ele começa a montar o próximo golem. Talvez todos fiquem desconfiados e, mais uma vez, depende de você DM. Minha ideia de "good ending" é todos ficarem em bons termos, tomarem um chá e conversarem. Caso tenha um mago no grupo, e ele seja decentemente sociável, Ginolvam o acha merecedor de estudar o seu grimório e copiar uma das magias que tenha lá. Se achar necessário peça um teste de Charisma (Persuasion) para o conjurador da sua mesa e, se achar bom o suficiente, o deixe copiar mais que uma. Ginolvam se mostra amigável mas ainda é alguém meio difícil de lidar. Ao final de tudo, se realmente foi um momento extremamente prazeroso e os personagens se ofereçam para ajudar nas tarefas, como arrumar a bagunça e montar os golens, e passem a noite na torre, eles conquistam amigos fiéis em Ginolvam e #1B e o mago os presenteia com um Damaged Flesh Golem (Explorer's Guide to Wildemount, 248) feito de partes sobressalentes e cujo mestre e dono pode ser decidido pelo grupo ou pela própria caveira. Eles até podem ver o processo de animação com Lighting Bolt, em que todos os corpos montados são enfileirados e alvejados pela magia para ganharem vida própria e servirem seu mestre.
Mas quer saber? Talvez Ginolvam não é um cara tão legal. Neste caso ele pode atacar o grupo a qualquer momento em sua torre. Seja assim que chegarem, durante o chá ou com um exército de golens novos construídos pelas próprias vítimas MUAHAHAHA!!! Se assim for a tática é basicamente a mesma descrita no último parágrafo da parte 1, Ginolvam se protege e dá cobertura à distância enquanto o(s) golem(s) arrebenta(m) com os convidados.

O Que Vem Depois

Aqui repito o que adoro falar a todo momento: depende de você. Uma aventura é sua assim que decide corrê-la para seu grupo. Modifique como quiser e bem entender para que seja mais desafiadora, divertida, engraçada, curiosa, assustadora.
Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
submitted by AdsonLeo to rpg_brasil [link] [comments]


2020.07.24 22:55 subreddit_stats Subreddit Stats: fcporto top posts from 2019-07-24 to 2020-07-22 19:13 PDT

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  3. 89 points: nsc97's comment in Está imagem deixou-me triste e representa muito bem quem é o Sérgio Conceição. Um tipo emocionalmente desequilibrado. Fazer isto a alguém da sua própria equipa vem nos livros básicos de motivação e gestão de equipas como exemplo do que nunca de deve fazer. Vai-te tratar SC!
  4. 70 points: IG-007's comment in Capa da bola de hoje, fiquei surpreendido
  5. 70 points: JSBraga's comment in Post Match Thread: FC Porto 3-2 SL Benfica [20ª jornada do campeonato]
  6. 70 points: ogfmc's comment in Finalmente... A verdadeira contestação começa. E ainda é pouco....
  7. 68 points: FRibeiro1602's comment in [Sério] fcporto elege o melhor onze da nossa história - NOMEAÇÕES
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2020.07.18 15:20 ElenaTorrano Sobre sexo oral. Por favor, me ajudem

Oi, gente. Bom fim de semana a todos. Bem, estou escrevendo um livro de contos hot pelo ponto de vista masculino. Além de bem sacana, quero uma história realista. Sabem, diferente dos pornôs. E bolagato não é como nos pornôs. Tenho dúvidas quanto a isso. Já fiz no meu ex, mas tapeando.
Eu tava escrevendo e deparei com mais uma cena de evolução do protagonista. Ele é o cara que pegar tudo o que é mina, mas nesse começo ele ainda tem 15 anos e vai transar pela terceira vez na vida. É com uma moça de 19 anos, bem experiente e tal. Eu quero que o protagonista tenha empatia pelas mulheres.
Bem, quem já boquetou sabe que fazer isso não é uma coisa simples. Envolve confiança, uma coisa enorme na boca, a língua, respiração, ânsia de vômito e outras coisas que ainda não sei. O que me trás aqui em busca de ajuda.
Há umas semanas, tive que passar a noite em um motel, pois tava muito tarde para voltar para casa. Um casal em outro quarto começou a brincar e taquei o ouvido na parede, é claro. Acho que era uma prostituta com um cliente novinho. A coisa começa quando notei que ela tava com a boca ocupada. "Chupa, vai. Isso" dizia ele. Depois de uns minutos, ela disse pedindo uma pausa para descansar. Ele perguntou se doía. Ela disse que sim e acrescentou "Você sabe que é grande, né?". Que doía a mandíbula. Esse causo me deu mais uma dúvida. Vamos aos pontos.
1 - Espaço do antro bucal: quando comecei essas dúvidas, fui testar com uma banana. Só entrou 4cm e minha língua tava no caminho. Forcei um pouco e entrou mais 1,4cm. Se forçasse mais, engasgaria e daria os desconfortos. Minhas dúvidas nisso são: todas as bocas são como a minha? Ou seja, com essa "língua alta"? Ou existem bocas que a língua é mais baixa e entra mais sem dificuldades? Se todas as línguas são altas, para engolir tudo se exige um alto treinamento, né?
2 - Respiração: já ouvi e vi as pessoas respirarem fundo antes de meter goela a dentro. No filme Doce Vingança, o estuprador fala para a Jennifer respirar pelo nariz, enquanto enfiava uma garrafa na boca dela. Também quando escovo a língua, dá ânsia, dói o estômago. Aí, preciso respirar, forçar meu cérebro a ignorar a existência da língua e passar a escova, respirando devagar, quase prendendo a respiração. Ou seja, respiração é altamente influente nisso, exigindo concentração e ignorância, o que me faz pensar no quão humilhante e desconfortável é chupar um pau, só para agradar macho, que tá nem aí se estamos excitadas ou gostando. Já boquetei, mas eu tava estupidamente apaixonadinha. Foi na minha primeira vez e me arrependo. Mas agora é passado também.
3 - Mandíbula: uma coisa grande saindo e entrando exige um esforço da mandíbula, imagino eu. Dói mesmo? Dói sempre? Tem como não doer?
4 - Confiança: e o nervoso que se tem com aquela coisa dura na boca e o cara ter a brilhante ideia de forçar? Pode acabar machucando ou matando a mulher, né? Eu tenho medo. Não sou feminista, mas temo machos. Meus contos são uma tentativa artística de fazer acordo entre os sexos e desenvolver empatia em todos. Sexo é algo exaustivo, diferentemente do que a pornografia sugere. Afinal, pornografia mente muito e o povo acha que muito é como é mostrado. Só transando mesmo para saber.
E vocês que transaram mais do que eu, por favor, me ajudem com essas dúvidas. Quero que meu protagonista tenha empatia e tal. Ele também vai fazer teste com banana, como eu fiz. Quero um texto bem realístico. Por favor, me ajudem.
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2020.07.18 13:16 ThorDansLaCroix Liberdade de expressão, opinião pública e conservadorismo.

Muitos movimentos políticos estão surgindo e ganhando atenção, reclamando do que chamam de corrupção dos valores ocidentais, como o cristianismo, o patriarcado, os valores da família, bem como a corrupção do pensamento clássico e moderno, como tambem as tradições artísticas. Eles pedem o direito de liberdade de expressão por sentirem que suas vozes e opiniões são reprimidas pelas políticas dominantes, instituições acadêmicas e mídia, que acusam de serem dominadas pela esquerda, o que interpretam como a imposição dos valores socialistas na sociedade, que costumam chamar de "marxismo pós-modernista". Para eles, tudo faz parte da nova estratégia da esquerda para conquistar a sociedade ocidental, em destruindo-a.
Eles declaram ser racionalistas por usar fatos, lógica e ciência contra as paixões e desejos irracionais de esquerda, e contra a alienação da esquerda ao eles acreditam ser contra a liberdade. Eles são o Think Tank, realizando pesquisas e advocacia em tópicos como política social, estratégia política, economia, forças armadas, tecnologia e cultura com forte orientação ideológica. A maioria dos think tanks são organizações não-governamentais, mas algumas são agências semi-autônomas no governo ou estão associadas a partidos políticos específicos, especialmente milionários e bilionários ou empresas.
Por terem uma forte oposição às principais instituições e partidos e instituições politicas, instituições acadêmicas e políticas sociais, eles atraem muitas pessoas que desejam fortemente lutar contra o status quo, por se sentirem psicologicamente e às vezes socialmente excluídas.
Embora afirmem defender o empirismo e o conhecimento científico, eles se contradizem sendo racionalistas na prática. Eles alegam buscar e apoiar o conhecimento quando, na verdade, são conservadores que defendem a certeza absolutista. A campanha mais forte é pela liberdade de expressão, pela liberdade de opinião, quando na verdade eles são extremamente radicais ao eliminar as opiniões de seus oponentes.
Quando as pessoas têm a liberdade de opinião, e liberdade para expressá-la, elas inevitavelmente formam opiniões diferentes e divergentes. Somente quando as pessoas têm uma paixão comum, suas opiniões, se poderíamos chamar de opinião, serão as mesmas [1]. A verdade é que não é possível formar opinião quando todas as opiniões se tornam iguais; A chamada opinião pública. Ninguém é capaz de formar sua própria opinião sem o benefício da multidão de opiniões de outras pessoas. A opinião pública põe em risco a opinião individual. Por outro lado, a multidão de opiniões é a única coisa que quebra tiranos e tiranias. É por isso que os fundadores dos Estados Unidos equiparam a opinião pública à tirania. A democracia era para eles uma nova forma de nepotismo, então eles estabeleceram uma república no lugar. Foi contra a democracia que os senadores foram originalmente estabelecidos nas repúblicas clássicas, cujo objetivo era proteger a sociedade contra a confusão da multidão. Enquanto o interesse público, na política, pertence ao interesse de um grupo, as opiniões, pelo contrário, nunca pertencem a um grupo mas exclusivamente a indivíduos. Multidão nunca será capaz de formar uma opinião [2].
As opiniões aumentam sempre que as pessoas se comunicam transquilamente e livremente umas com as outras com a segurança de tornar públicas suas opiniões. Mas “a razão do homem, como o próprio homem, é tímida e cautelosa quando deixada sozinha, e adquire firmeza e confiança quando proporcional ao número ao qual está associada” [3]. Como as opiniões são formadas e testemunham durante a troca contra a opinião de outras pessoas, suas diferenças podem ser mediadas apenas através de um corpo de homens escolhidos para esse fim; Eles são originalmente os senadores, o meio pelo qual toda a opinião pública deve passar. Sem essa mediação, para transmiti-los, eles se cristalizaram em uma variedade de sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, esperando por um "homem forte" para moldá-los em uma "opinião pública" unânime, matando entao todas as opiniões. Ao contrário da razão e das opiniões humanas, o poder humano não é apenas cauteloso e tímido quando deixado sozinho, mas completamente inexistente; Nenhum rei e tiranos têm poder sem que as pessoas os obedeçam. Todo apoio na política é obediência a uma opinião pública; assim como também revoluções.
Os demagogos estão sempre falando sobre liberdade individual, opinião livre e liberdade de expressão contra o que eles acusam de ser a tirania que bloqueia a liberdade individual, mas sua luta exige poder humano, o apoio de uma multidão que carrega uma opinião pública e nunca opiniões individuais. Embora afirmem lutar pela liberdade, é mais provável que estejam lutando pela tirania de um homem ou instituições fortes, o que garantirá a permanência absoluta e imponente de seus valores, contra a ameaça de opiniões livres. Eles alegam apoiar debates e opiniões livres quando lutam contra isso com a dialética erística, como uma tentativa de confundir e cansar mentalmente seus oponentes e encerrar qualquer debate e diálogo reais e, assim, matando a arena política.
Seu forte conservadorismo absolutista reflete uma busca ansiosa interna de estabelecimento de um porto seguro, que eles sentem falta em si. O que eles afirmam lutar - o socialismo, o marxismo pós-modernista, a ideologia da igualdade, etc - parece ser uma projeção de sua agonia interna contra as mudanças na sociedade, por se sentirem à parte, não pertencerem, deixados para trás, à procura de algo que represente permanência e eternidade, que eles racionalizam como sendo as tradições sociais clássicas e modernistas do patriarcado, estado mínimo, negócios capitalistas com sua cultura de chefes e empregados e a chamada democracia.
É interessante notar que grande parte de seus membros são pessoas que se sentem emocionalmente isoladas, especialmente homens, culpando mulheres e movimentos de mulheres por serem contra eles, associando mulheres ao caos social contra a tradição patriarcal [4]. Pensadores conservadores do Think Tank racionalizam e interpreta mal as obras clássicas da era matriarcal da Grécia e a Bíblia, que, ao contrário de suas interpretações racionalistas, denuncia a tentativa dos homens de controlar a natureza como fonte do caos. As mudanças são um fenômeno natural para a simbiose da natureza e da vida, e a tentativa de impedir mudancas por algo permanente é o que cria o caos. É por isso que Thomas Jefferson era contra uma constituição absolutista, permanente e uma república eterna. Ele achava que as revoluções eram necessárias e importantes para a liberdade. A constituição permanente e imutável era, para ele, um poder tirânico que proíbe a geração futura de ter liberdade de opinião e recriar uma fundação de acordo com as mudanças que elas experimentam na sociedade, assim como foi para a geração dos fundadores Americanos [5].
O estabelecimento absolutista e eterno de uma ordem social, contra o que os atuais conservadores condenam em criar o caos na sociedade, reflete um vazio emocional que eles desejam preencher. Muitos desses homens reclamam que não cresceram com uma figura paterna, acreditando ser a causa de sua insegurança emocional em relação à vida, racionalizando o problema como a falta de uma ordem social patriarcal que separa as famílias, segundo eles. Parece que eles nunca aprenderam que a maioria das crianças, desde a modernidade, cresceu sem uma figura paterna, mesmo, e principalmente, durante os tempos mais conservadores da tradição patriarcal e familiar, porque o pai teve que passar o dia todo fora de casa para trabalhar e sustentar à família sozinho, que eram mais do que apenas oito horas de trabalho por dia e que normalmente incluíam os fins de semana. O que deu às crianças confiança emocional foi a presença e o amor constantes da mãe em casa. Essa expressão constante de amor durante os afazeres cotidianos e o cuidado, o cuidado de suas crias e o relacionamento íntimo - o que não importa se vier da mãe, do pai ou dos pais adotivos - criam na criança um porto emocional seguro de auto confiança, o amor incondicional que receberam e perceberam, o que levarão pelo resto de suas vidas [6]. Sem ter um porto seguro em si mesmo, ao qual a pessoa sempre possa retornar quando se sentir incerta sobre si mesma, o indivíduo se torna inseguro por não acreditar em o amor incondicional por si mesma seja possível. Eles se sentirão emocionalmente indigentes, tentando encontrar um porto seguro nos outros, através de seu relacionamento romântico, fraterno e até político, como no líder que promete a ordem social absolutista, de uma família tradicional e de tradições patriarcais, com a esperança de que isso garanta a eles uma oportunidade melhor de encontrar um porto onde possam atracar e se sentir seguros da incerteza do mar da realidade que está em constante movimento.
As relações são utilitárias, mas as relações saudáveis ​​são as relações em simbiose, onde o indivíduo trabalha e age na vida por confiar que, onde quer que eles naveguem, eles terão um porto seguro em si mesmos; Porque toda tomada de decisão e ação é uma tomada de risco na imprevisibilidade da vida. Essa confiança e dedicação em suas atitudes e trabalho na vida geram experiências e habilidades que firmam uma confiança mais forte em seu poder de atuação individual, que se reflete em seu trabalho e atitude ao longo da vida como provedor de confiabilidade, moldando sua personalidade e identidade como um porto atraente para os outros. Sem essa confiança no “eu”, o que resta é ansiedade e frustração, por se sentir incapaz de desenvolver um porto atraente por meio de suas ações individuais, que forma sua auto narrativa que é formadora da identidade. A fim de proteger o “eu” do ódio a si próprio, o indivíduo tenderá a projetá tal odio para o mundo externo, em algo que escolhera como simbolismo do mau, de seu caos interno, para ser combatido e destruído como simbolismo da destruição de seus conflitos internos. Muitas pessoas, por outro lado, buscam ajuda profissional, mas não buscam realmente entender e conhecer a si mesmas. Elas buscam certezas para se protegerem de suas inseguranças. O que eles querem é se encaixar na sociedade, e a ajuda mais popular que eles encontrarão é focada nisso, não em realmente melhorar a si mesmas através da compreensão, mas sim de fingir e reprimir seus sentimentos. Muitos dos livros e gurus de auto-ajuda são altamente ideológicos, apresentando às pessoas mitologia sobre patriarcado, “marxismo pós-modernista” e todo tipo de desculpas políticas para incitar a projeção de ódio e, portanto, a opinião pública em apoio à sua agenda ideológica e lider.
É por isso que a família é importante, a comunidade é importante, as instituições são importantes, todas elas são um porto seguro para nós, mas isso não significa necessariamente que elas nunca devem mudar. Eles precisam mudar para acompanhar a simbiose da realidade que está em constante movimento. Estamos sempre à procura de um porto seguro. Quando não pudermos encontrar em nós mesmos, em nosso próprio mundo, tentaremos encontrar no mundo externo e, assim, tentar forçar algo que represente artificialmente tal porto, acreditando que, ao introduzir um suposto absolutismo e permanência superaremos a insegurança em nós, a incerteza nos riscos de agir na vida, por acreditar ter superado a imprevisibilidade de nossas decisões após a flecha de nossas ações são lançadas. Mas essa permanência absolutista só pode ser estabelecida com o apoio tirânico de uma opinião pública, moldada pelo poder de um homem forte; Um herói ou a figura paterna, que cristaliza os sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, e sobre os quais as narrativas clássicas dos heróis gregos nos alertam contra [7].
Sem perceber, esses conservadores são, antes de mais nada, fortemente romancistas.

Fonte: http://www.marciofaustino.com/blog---portugues/liberdade-de-expressao-opiniao-publica-e-conservadorismo
​[1] J. E. Cooker. The Federalist (1787). New York: Wesleyan University Press (1983)
[2] ARENDT, H. On Revolution. London: Faber & Faber, 2016.
[4] PETERSON. J. Maps of Meaning: The Architecture of Belief. Routledge: first edition (1999)
[5] T. JEFFERSON; S. K.l. PADOVER. The Completly Jefferson, New York: Distributed by Duell, Sloan & Pearce, Inc. (1943)
[6] WINNICOTT, D.W. The Child, The Family, and The Outside World. Cambridge: Perseus Publishing, 1964
[7] RANK, O. Psychology and The Soul. Mansfield Center, CT : Martino Publishing, 2011.
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2020.07.18 13:14 ThorDansLaCroix Liberdade de expressão, opinião pública e conservadorismo.

Muitos movimentos políticos estão surgindo e ganhando atenção, reclamando do que chamam de corrupção dos valores ocidentais, como o cristianismo, o patriarcado, os valores da família, bem como a corrupção do pensamento clássico e moderno, como tambem as tradições artísticas. Eles pedem o direito de liberdade de expressão por sentirem que suas vozes e opiniões são reprimidas pelas políticas dominantes, instituições acadêmicas e mídia, que acusam de serem dominadas pela esquerda, o que interpretam como a imposição dos valores socialistas na sociedade, que costumam chamar de "marxismo pós-modernista". Para eles, tudo faz parte da nova estratégia da esquerda para conquistar a sociedade ocidental, em destruindo-a.
Eles declaram ser racionalistas por usar fatos, lógica e ciência contra as paixões e desejos irracionais de esquerda, e contra a alienação da esquerda ao eles acreditam ser contra a liberdade. Eles são o Think Tank, realizando pesquisas e advocacia em tópicos como política social, estratégia política, economia, forças armadas, tecnologia e cultura com forte orientação ideológica. A maioria dos think tanks são organizações não-governamentais, mas algumas são agências semi-autônomas no governo ou estão associadas a partidos políticos específicos, especialmente milionários e bilionários ou empresas.
Por terem uma forte oposição às principais instituições e partidos e instituições politicas, instituições acadêmicas e políticas sociais, eles atraem muitas pessoas que desejam fortemente lutar contra o status quo, por se sentirem psicologicamente e às vezes socialmente excluídas.
Embora afirmem defender o empirismo e o conhecimento científico, eles se contradizem sendo racionalistas na prática. Eles alegam buscar e apoiar o conhecimento quando, na verdade, são conservadores que defendem a certeza absolutista. A campanha mais forte é pela liberdade de expressão, pela liberdade de opinião, quando na verdade eles são extremamente radicais ao eliminar as opiniões de seus oponentes.
Quando as pessoas têm a liberdade de opinião, e liberdade para expressá-la, elas inevitavelmente formam opiniões diferentes e divergentes. Somente quando as pessoas têm uma paixão comum, suas opiniões, se poderíamos chamar de opinião, serão as mesmas [1]. A verdade é que não é possível formar opinião quando todas as opiniões se tornam iguais; A chamada opinião pública. Ninguém é capaz de formar sua própria opinião sem o benefício da multidão de opiniões de outras pessoas. A opinião pública põe em risco a opinião individual. Por outro lado, a multidão de opiniões é a única coisa que quebra tiranos e tiranias. É por isso que os fundadores dos Estados Unidos equiparam a opinião pública à tirania. A democracia era para eles uma nova forma de nepotismo, então eles estabeleceram uma república no lugar. Foi contra a democracia que os senadores foram originalmente estabelecidos nas repúblicas clássicas, cujo objetivo era proteger a sociedade contra a confusão da multidão. Enquanto o interesse público, na política, pertence ao interesse de um grupo, as opiniões, pelo contrário, nunca pertencem a um grupo mas exclusivamente a indivíduos. Multidão nunca será capaz de formar uma opinião [2].
As opiniões aumentam sempre que as pessoas se comunicam transquilamente e livremente umas com as outras com a segurança de tornar públicas suas opiniões. Mas “a razão do homem, como o próprio homem, é tímida e cautelosa quando deixada sozinha, e adquire firmeza e confiança quando proporcional ao número ao qual está associada” [3]. Como as opiniões são formadas e testemunham durante a troca contra a opinião de outras pessoas, suas diferenças podem ser mediadas apenas através de um corpo de homens escolhidos para esse fim; Eles são originalmente os senadores, o meio pelo qual toda a opinião pública deve passar. Sem essa mediação, para transmiti-los, eles se cristalizaram em uma variedade de sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, esperando por um "homem forte" para moldá-los em uma "opinião pública" unânime, matando entao todas as opiniões. Ao contrário da razão e das opiniões humanas, o poder humano não é apenas cauteloso e tímido quando deixado sozinho, mas completamente inexistente; Nenhum rei e tiranos têm poder sem que as pessoas os obedeçam. Todo apoio na política é obediência a uma opinião pública; assim como também revoluções.
Os demagogos estão sempre falando sobre liberdade individual, opinião livre e liberdade de expressão contra o que eles acusam de ser a tirania que bloqueia a liberdade individual, mas sua luta exige poder humano, o apoio de uma multidão que carrega uma opinião pública e nunca opiniões individuais. Embora afirmem lutar pela liberdade, é mais provável que estejam lutando pela tirania de um homem ou instituições fortes, o que garantirá a permanência absoluta e imponente de seus valores, contra a ameaça de opiniões livres. Eles alegam apoiar debates e opiniões livres quando lutam contra isso com a dialética erística, como uma tentativa de confundir e cansar mentalmente seus oponentes e encerrar qualquer debate e diálogo reais e, assim, matando a arena política.
Seu forte conservadorismo absolutista reflete uma busca ansiosa interna de estabelecimento de um porto seguro, que eles sentem falta em si. O que eles afirmam lutar - o socialismo, o marxismo pós-modernista, a ideologia da igualdade, etc - parece ser uma projeção de sua agonia interna contra as mudanças na sociedade, por se sentirem à parte, não pertencerem, deixados para trás, à procura de algo que represente permanência e eternidade, que eles racionalizam como sendo as tradições sociais clássicas e modernistas do patriarcado, estado mínimo, negócios capitalistas com sua cultura de chefes e empregados e a chamada democracia.
É interessante notar que grande parte de seus membros são pessoas que se sentem emocionalmente isoladas, especialmente homens, culpando mulheres e movimentos de mulheres por serem contra eles, associando mulheres ao caos social contra a tradição patriarcal [4]. Pensadores conservadores do Think Tank racionalizam e interpreta mal as obras clássicas da era matriarcal da Grécia e a Bíblia, que, ao contrário de suas interpretações racionalistas, denuncia a tentativa dos homens de controlar a natureza como fonte do caos. As mudanças são um fenômeno natural para a simbiose da natureza e da vida, e a tentativa de impedir mudancas por algo permanente é o que cria o caos. É por isso que Thomas Jefferson era contra uma constituição absolutista, permanente e uma república eterna. Ele achava que as revoluções eram necessárias e importantes para a liberdade. A constituição permanente e imutável era, para ele, um poder tirânico que proíbe a geração futura de ter liberdade de opinião e recriar uma fundação de acordo com as mudanças que elas experimentam na sociedade, assim como foi para a geração dos fundadores Americanos [5].
O estabelecimento absolutista e eterno de uma ordem social, contra o que os atuais conservadores condenam em criar o caos na sociedade, reflete um vazio emocional que eles desejam preencher. Muitos desses homens reclamam que não cresceram com uma figura paterna, acreditando ser a causa de sua insegurança emocional em relação à vida, racionalizando o problema como a falta de uma ordem social patriarcal que separa as famílias, segundo eles. Parece que eles nunca aprenderam que a maioria das crianças, desde a modernidade, cresceu sem uma figura paterna, mesmo, e principalmente, durante os tempos mais conservadores da tradição patriarcal e familiar, porque o pai teve que passar o dia todo fora de casa para trabalhar e sustentar à família sozinho, que eram mais do que apenas oito horas de trabalho por dia e que normalmente incluíam os fins de semana. O que deu às crianças confiança emocional foi a presença e o amor constantes da mãe em casa. Essa expressão constante de amor durante os afazeres cotidianos e o cuidado, o cuidado de suas crias e o relacionamento íntimo - o que não importa se vier da mãe, do pai ou dos pais adotivos - criam na criança um porto emocional seguro de auto confiança, o amor incondicional que receberam e perceberam, o que levarão pelo resto de suas vidas [6]. Sem ter um porto seguro em si mesmo, ao qual a pessoa sempre possa retornar quando se sentir incerta sobre si mesma, o indivíduo se torna inseguro por não acreditar em o amor incondicional por si mesma seja possível. Eles se sentirão emocionalmente indigentes, tentando encontrar um porto seguro nos outros, através de seu relacionamento romântico, fraterno e até político, como no líder que promete a ordem social absolutista, de uma família tradicional e de tradições patriarcais, com a esperança de que isso garanta a eles uma oportunidade melhor de encontrar um porto onde possam atracar e se sentir seguros da incerteza do mar da realidade que está em constante movimento.
As relações são utilitárias, mas as relações saudáveis ​​são as relações em simbiose, onde o indivíduo trabalha e age na vida por confiar que, onde quer que eles naveguem, eles terão um porto seguro em si mesmos; Porque toda tomada de decisão e ação é uma tomada de risco na imprevisibilidade da vida. Essa confiança e dedicação em suas atitudes e trabalho na vida geram experiências e habilidades que firmam uma confiança mais forte em seu poder de atuação individual, que se reflete em seu trabalho e atitude ao longo da vida como provedor de confiabilidade, moldando sua personalidade e identidade como um porto atraente para os outros. Sem essa confiança no “eu”, o que resta é ansiedade e frustração, por se sentir incapaz de desenvolver um porto atraente por meio de suas ações individuais, que forma sua auto narrativa que é formadora da identidade. A fim de proteger o “eu” do ódio a si próprio, o indivíduo tenderá a projetá tal odio para o mundo externo, em algo que escolhera como simbolismo do mau, de seu caos interno, para ser combatido e destruído como simbolismo da destruição de seus conflitos internos. Muitas pessoas, por outro lado, buscam ajuda profissional, mas não buscam realmente entender e conhecer a si mesmas. Elas buscam certezas para se protegerem de suas inseguranças. O que eles querem é se encaixar na sociedade, e a ajuda mais popular que eles encontrarão é focada nisso, não em realmente melhorar a si mesmas através da compreensão, mas sim de fingir e reprimir seus sentimentos. Muitos dos livros e gurus de auto-ajuda são altamente ideológicos, apresentando às pessoas mitologia sobre patriarcado, “marxismo pós-modernista” e todo tipo de desculpas políticas para incitar a projeção de ódio e, portanto, a opinião pública em apoio à sua agenda ideológica e lider.
É por isso que a família é importante, a comunidade é importante, as instituições são importantes, todas elas são um porto seguro para nós, mas isso não significa necessariamente que elas nunca devem mudar. Eles precisam mudar para acompanhar a simbiose da realidade que está em constante movimento. Estamos sempre à procura de um porto seguro. Quando não pudermos encontrar em nós mesmos, em nosso próprio mundo, tentaremos encontrar no mundo externo e, assim, tentar forçar algo que represente artificialmente tal porto, acreditando que, ao introduzir um suposto absolutismo e permanência superaremos a insegurança em nós, a incerteza nos riscos de agir na vida, por acreditar ter superado a imprevisibilidade de nossas decisões após a flecha de nossas ações são lançadas. Mas essa permanência absolutista só pode ser estabelecida com o apoio tirânico de uma opinião pública, moldada pelo poder de um homem forte; Um herói ou a figura paterna, que cristaliza os sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, e sobre os quais as narrativas clássicas dos heróis gregos nos alertam contra [7].
Sem perceber, esses conservadores são, antes de mais nada, fortemente romancistas.

Fonte: http://www.marciofaustino.com/blog---portugues/liberdade-de-expressao-opiniao-publica-e-conservadorismo
​[1] J. E. Cooker. The Federalist (1787). New York: Wesleyan University Press (1983)
[2] ARENDT, H. On Revolution. London: Faber & Faber, 2016.
[4] PETERSON. J. Maps of Meaning: The Architecture of Belief. Routledge: first edition (1999)
[5] T. JEFFERSON; S. K.l. PADOVER. The Completly Jefferson, New York: Distributed by Duell, Sloan & Pearce, Inc. (1943)
[6] WINNICOTT, D.W. The Child, The Family, and The Outside World. Cambridge: Perseus Publishing, 1964
[7] RANK, O. Psychology and The Soul. Mansfield Center, CT : Martino Publishing, 2011.
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2020.07.18 07:33 sheisice Qual é a sua história de amor?

Oi! Sou nova aqui no reddit, ainda estou a aprender como tudo isto funciona mas posso dizer que estou a gostar muito. Parece que aqui falam de tudo sem sentirem vergonha ou medo.
E sobre o título...
O mundo está um caos. As pessoas estão a perder a esperança na vida, no amor...Eu queria muito poder acreditar no amor nos dias de hoje mas sou o tipo de pessoa que pensa demais. Não deixo fluir quando o assunto é a minha vida amorosa (uma vida amorosa inexistente). Ora tenho esperança que um dia possa viver um amor, ora digo para mim mesma que sou uma idiota por acreditar nisso pois me sinto insuficiente para estar com alguém. E sim, já sei que antes de querer amar alguém, tenho que ter amor próprio, mas duvido muito que todas as pessoas que amaram de facto tenham começado o relacionamento com 100% de confiança em si mesmo.
No entanto, gostaria de ler sobre a tua história de amor. Quer seja uma história boa ou má. Apenas uma história real. Um amor que te marcou muito. Como se conheceram? O que aprenderam com esse amor? Vivenciaram a intensidade que tanto descrevem nos filmes/livros? Ainda estão juntos?
Ler histórias de pessoas reais dá esperança para os solteiros 😂
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2020.07.11 04:55 darkssister Jogando jogo dos tronos: Algumas lições de Maquiavel

Vou analisar mais um texto da Parte Um chamada “Quando se joga o jogo dos tronos ganha-se ou morre” de A Guerra dos Tronos e a Filosofia. Esse é o último texto que vou analisar dessa parte.
JOGANDO O JOGO DOS TRONOS: ALGUMAS LIÇÕES DE MAQUIAVEL por Marcus Schulzke
Neste artigo, o autor faz uma análise da política Westerosi a partir dos ensinamentos de Maquiavel. Ele estabelece a definição dos diferentes tipos de governo/governantes segundo Maquiavel, entre o principado hereditário e dos novos governantes, esse que no processo de estabilização de governo recém obtido acumula inimigos e “ensina aos outros como capturar o trono” (p.47). (Interessante termos discutido um pouco sobre isso nos comentários sobre o texto de Greg Litmann) Isso é algo a ser pensado, já que temos tantos pretendentes a tomar o trono e, “é importante imitar a habilidade dos grandes governantes” (p.47). A história no universo de gelo e fogo é cheia de conquistadores, podemos fazer a correlação direta entre Daenerys e Aegon Icom seus três dragões, mas temos Daeron I que ‘conquistou’ Dorne com uma certa astucia (Isso te lembra algo?) e está sendo lembrado desde o primeiro livro pelo ponto de vista apaixonado de Jon Snow. E temos é claro Robert Baratheon.
Virtú e Fortuna
Essas são as forças necessárias para a conquista do poder segundo Maquiavel. “Virtú é a habilidade de que uma pessoa precisa para tomar o poder e mante-lô, que consiste em fazer contínuas com base com base nas circunstâncias.” (p.48). É importante não confundir Virtú com virtude que está associada a qualidade morais, “Uma pessoa com virtú pode ter todas essas qualidades, mas apenas quando são úteis.” (p.49).
Já a Fortuna está para além do alcance da pessoa, podendo ser traduzida como sorte. Quem tem Virtú faz a própria sorte (mindinho que o diga) e não deixa as coisas acontecerem ao acaso.
A queda dos reis
Ao falar sobre os jogadores Schulzke comenta sobre os erros deles, a começar por Viserys que segundo o autor comete o erro de casar sua irmã com Khal Drogo “porque o obrigou a confiar tanto em Drogo quanto em Daenerys” (p.51). Nunca havia pensado dessa forma ainda mais considerando o quarto elemento dessa equação: Illyrio Mopatis (e o quinto: Varys). Nisso ele também diz:
Se Viserys tivesse superado o orgulho e aceitado liderar o exército de Khal Drogo rumo a Westeros para reclamar o trono, ele poderia ter descoberto que Drogo ou Daenerys esperariam favores em troca.
(p.51)
Mas Viserys na verdade esperava que Drogo levasse seu khalasar à Westeros para tomar o trono como pagamento pela 'venda' de Daenerys de imediato. Mas não é assim que funciona com os Dothraki.
Aconselho-o a ser paciente, Vossa Graça. Os dothrakis cumprem com a palavra dada, mas fazem as coisas ao seu próprio ritmo. Um homem inferior pode suplicar um favor ao khal, mas nunca deve ter a presunção de censurá-lo.
Viserys eriçou-se.
(AGOT, Daenerys II)
Para Schulzke, Robert Baratheon é um homem com virtú, porém é inconsistente e descontrolado o que afasta homens honrados e atrai bajuladores e mentirosos. Já Joffrey é imaturo e violento o que o leva a ser odiado, a pior opção de todas. Sobre Eddard Stark a visão do autor é de que ele comete o erro de não saber quando não ser virtuoso. Maquiavel acreditava que um governante deve ser tanto amado quanto temido, mas que o medo é uma emoção mais confiável. Tywin Lannister concordaria.
Para Schulzke, Robb talvez seja o rei que chegue mais perto do conceito de Virtú, mas comete o erro de confiar demais. Ele dá o exemplo (é claro) de Lorde Frey, na qual Robb fica dependente de uma travessia controlada por esse lorde não confiável sobre um contrato de casamento. O autor admite que Robb não tinha outra escolha, “mas errou ao não acabar com a dependência quando estava numa posição mais favorável e poderosa” (p.55). Acho esse um péssimo exemplo, pois não houve posição favorável a Robb para poder romper essa dependência do Frey (ele só não esperava que o resultado pudesse ser tão desastroso). O exemplo poderia ser a confiança que o Jovem lobo coloca em Theon Greyjoy, que apesar de ser seu amigo era um refém em Winterfell.
Use uma máscara
O autor cita outros personagens cheios de Virtú, como obviamente o ‘maquiavélico’ Petyr Baelish e Arya Stark, a qual ele diz que carece muito de fortuna, sendo assim azarada. Eu particularmente descordo e considero Arya até sortuda em alguns momentos.
“A Virtú exige que uma pessoa se adapte as circunstâncias” (p. 57) Os personagens de ASOIAF estão geralmente sempre fazendo isso, Martin criou vários personagens com essa característica da Virtú.
Os que fazem a própria sorte
Nessa sessão o autor cita Tyrion e Daenerys, e como a astúcia deles os livram de situações complicadas, principalmente Tyrion. Porém não podemos esquecer que o Lannister sabe usar com Virtú a fortuna de nascença dele: o ouro de sua casa. Já sobre Daenerys, ele diz que ela consegue atrair para si a devoção do povo e conquista um exército com libertos e pessoas leais. Para ele, Daenerys consegue ser amada e temida, é capaz de enganar e influenciar, além de tomar decisões racionais. O autor analisa só AGOT e ACOK, mas sabemos que Daenerys mostrou muito mais de sua virtú ao longo do tempo, como a libertação dos escravizados em Astapor, a tomada e o reinado em Meereen e a escolha de fazer um casamento político com Hizdahr mesmo quando está apaixonada por Daario. Para Sculzke, ela é o maior exemplo de Virtú nas crônicas, porém nem mesmo ela está livre do perigo da vulnerabilidade.
Isso e paz, disse a si mesma. Era o que queria, pelo que trabalhei, o motivo pelo qual me casei com Hizdahr. Então por que tem gosto de derrota?
(ADWD, Daenerys VIII)
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2020.07.07 01:48 darkssister As mentiras que contamos por amor

Volto para analisar mais um texto de A Guerra dos Tronos e a Filosofia, ainda da Parte Um chamada “Quando se joga o jogo dos tronos ganha-se ou morre”
2- MENTIR A UM REI É UM GRANDE CRIME por Don Fallis
Fallis questiona se seria moralmente pior mentir para um rei, citando como exemplo no episódio em Darry no primeiro livro. Mas é moralmente mentir para um rei? Fallis responde que de acordo com o consequencionalismo, sim é pior, mas, para mim, isso não é o que mais importa nesse ensaio.
O autor cita várias mentiras e enganações feitas pelos personagens, mas guarda uma sessão única chamada As mentiras de Lorde Stark e enumera as mentiras como a de dizer que Catelyn prendeu Tyrion às ordens dele quando na verdade isso era uma tentativa de proteger a esposa, ele conta essa mentira inclusive para o rei. Além dessa tem a sua falsa confissão antes de sua execução. Fallis diz que, alguns filósofos, como Paul Grice, diriam que falta comprometimento com a mentira que Eddard conta no septo e por isso ela não seria uma mentira, pois ele foi coagido a dizer aquilo. Outros como J. L. Austin, diriam que ainda assim o Stark mentiu, pois ele tinha a opção de não a fazer e assumir as consequências, como fez Sir Thomas More, que foi coagido a dizer que Henrique VIII tinha autoridade sobre a igreja na Inglaterra.
Entre as mentiras de Eddard pode-se somar seu último encontro com Robert:
-Robert...-ele quis dizer Joffrey não é seu filho, mas as palavras não vieram. A agonia estava escrita de forma muito clara no rosto de Robert; não podia feri-lo mais. E assim Ned baixou a cabeça e escreveu, mas no lugar em que o rei dissera “o meu filho Joffrey, escreveu “o meu herdeiro”. O engano fê-lo sentir-se sujo. As mentiras que contamos por amor, pensou. Que os deuses me perdoem.
(AGOT, Eddard XIII)
Fallis concluiu que mesmo a mentira de Eddard não sendo uma ação, nesse caso ele omitiu algo do rei do qual ele é mão, portanto ele está enganando Robert, assim como Cersei.
Mentir é pior que enganar?
O autor reflete agora sobre a mentira/engano de Cersei em relação a paternidade dos filhos dela. Ele cita Kant e Chishalm que achariam que, se ela tentasse garantir explicitamente que Joffrey, Myrcella e Tommen são filhos de Robert ela teria feito algo pior. Eu acredito que nesse caso a mentira e a enganação são a mesma coisa. Apenas enganação seria no caso do relacionamento que ela mantém com Jaime, já que ela nunca precisou mentir para orei sobre isso (mas vai mentir para outras pessoas como o Alto Pardal).
-E, por último, pior de todos, alguns dizem que seus filhos não foram gerados pelo Rei Robert, que são bastardos nascidos do incesto e do adultério.
-Stannis diz isso -Cersei falou imediatamente.-Uma mentira, uma mentira, uma mentira, uma mentira palpável.
(ADWD, Cersei I)
Trair a confiança e transferir a responsabilidade
Levar alguém a confiar na sua enganação faz com que o ato seja pior? O fato da outra pessoa ter se enganado transforma algo em mentira? Para Fallis “É possivél levar alguém a confiar e trair esta confiança sem contar uma mentira direta” (p. 38), isso é o que Mirri Mas Durr faz com Daenerys quando ela diz que só a morte pode pagar pela vida e faz a Khaleesi acreditar que avida trocada é pela
-Preveniu-me que só a morte podia pagar pela vida. Pensei que se referisse ao cavalo.
-Não. - Disse Mirri Mas Duur. -Era nisso que queria acrditar. Conhecia o preço.
(AGOT, Daenerys IX)
Fallis se questiona se o fato de Daenerys ter se enganado diminuiria a responsabilidade moral de Mirri sobre o engodo. De certa forma, a Maegi preservou a autonomia de Daenerys e a escolha foi feita pela Khaleesi. Filosofos como Kant e Stuart Mill enfatizam o valor moral da autonomia.
Daenerys poderia facilmente ter esclarecido a questão ao perguntar: “Você realmente quer dizer que pode devolver a saúde de Drogo tendo como preço apenas a morte do cavalo dele?” (p.40)
Fallis também analisa a enganação como artificio de guerra, que obviamente está ligado à tática de Robb para o Ramo Verde. Nesse momento ele parafraseia Sor Barristan “pouca honra existe em truques” (mas nosso querido sor sabe da importância de um truque para ser bem sucedido em uma empreitada como por exemplo no desafio de Valdocaso). O autor deixa claro que ele não concorda com a ideia de que “no amor e na guerra vale tudo”, pois alguns tipos de enganações são injustificáveis em termos morais em batalhas, Tywin Lannister inclusive é mestre nesse tipo de engodo.
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2020.07.05 18:15 Guizudo Vivo de day trade

Update ao final do post (21/08/2020)
Edit: vocês estão certos, era pro título ser “Comecei a viver de day trade”.
Estudei day trade insanamente. Fiz uma imersão. Excluí minhas redes sociais e passei a consumir apenas conteúdo sobre renda variável. Trabalhava como Gerente de Resultados numa empresa promissora e fiz um acerto com meu diretor para poder me dedicar exclusivamente. Quero compartilhar esse relato porque existem dois mitos circulando no Brasil sobre day trade: 1 - é um simples curso que vai te trazer rios de dinheiro; 2 - não é possível.
Comprei um curso desses do youtube, gastei R$ 1600,00 e quebrei a cara. Mas, não desisti da ideia. Operei na bolsa sem ter conhecimento e inicialmente devo ter acumulado uns R$ 2000,00 de prejuízo. Não desisti. Comprei outros cursos e mudei minha estratégia. Parei de utilizer indicadores e passei a ler o gráfico cru. Comprei os 3 livros do Al Brooks. Comecei a ter ganhos, mas entregava tudo em um dia de emocional abalado. Não desisti. Imprimi 120 pregões do mini índice e comentei cada boa entrada de acordo com a minha estratégia. Fui acumulando tempo de tela. A confiança foi crescendo e meu problema passou a ser a ansiedade. Ficava ansioso por uma oportunidade e acabava deixando de lado todo contexto. Mas avancei, aos poucos. Recentemente (finalmente) comecei a ganhar. Há dois meses tenho rentabilizado meu capital em 3% ao dia com day trade. Superei meu antigo salário e tenho muito tempo livre. Não tenho chefe, não tenho clientes.
Gostaria de compartilhar com vocês porque em alguns momentos questionei se seria possível. Se alguém estiver nessa também, minha dica é: estude e acredite no seu potencial. Não dê ouvidos a quem diz que não é possível.
Bons estudos!
2a edição: assumo o compromisso de seguir compartilhando com vocês os resultados.
3a edição: quero agradecer a quem acrescentou no post com um ponto relevante! Muito obrigado a quem desejou sorte e aos amigos que me alertaram sobre os riscos do day trade. O mercado de renda variável como um todo oferece riscos e é importante saber onde está pisando.
Em breve retorno com os próximos resultados (positivos ou negativos).

Fala pessoal! Me perdoem a demora para atualizar sobre os resultados, tive diversos motivos. Confesso que, após a publicação desse post, as coisas desandaram. Os vários comentários de "se toca otário, isso não é possível" me deixaram com medo. Será que todos também tentaram? Será que eu tô sendo noob demais para acreditar que day trade é uma forma ganhar a vida? Será que caí na lábia de youtubers? Meus resultados despencaram. Quando escrevi esse post, estava há 11 dias sem tomar loss em uma única operação. O hype me fez acreditar que era isso. Fim. Entendi o jogo. Pois bem. Perdi a segurança. Já tentaram operar no mercado com medo de perder dinheiro? Você apenas perde dinheiro. E claro, a culpa não é, de forma alguma, desse post. Mas sim da falta de fé na minha própria estratégia. A cada dia de loss, se contava com 5k no mês, se perdesse 200 com uma meta de 250, meu orçamento caía para 4,55k (sem considerar descontos). As contas apertaram. Felizmente, ainda possuo uma reserva e tive que me apoiar nela. Hoje, voltei aos estudos. O objetivo é definir uma estratégia que me dê confiança. Que o loss venha, mas de colher, e o gain venha de balde. Continuo tentando até conseguir ou até concluir "bom, acreditei, fiz consciente, me esforcei de verdade, próximo projeto". Sigo atualizando o post até o desfecho. Mantenho a honestidade com todos, pois seria sacanagem demais vir aqui para mentir e influenciar outra pessoa.
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2020.06.28 23:08 Alfre-douh Consulta

Após fazer uma rápida revisão dos apontamentos da sessão passada, olho enfim para o Luís. É um olhar treinado. Um olhar associado a uma postura que vive nos pequenos pormenores: nos livros académicos na prateleira, na cortesia omnipresente provocada pela máquina do café, na ergonomia da poltrona que lhe indico, no meu sorriso e olhar que treino para serem afáveis. A ideia é precisamente criar um conforto contundente e desarmar a insegurança.
Tudo isto é pensado. O brio com os detalhes é a matéria-prima para eu conseguir fazer aquilo que me sinto bem a fazer. Estou-me a lixar para defender uma ideia de profissão. O que me move é a capacidade de ter influência positiva na vida de alguém. A minha abordagem parte por alicerçar a tal relação de confiança: ouvir, reforçar pormenores que pareçam importantes, ouvir, colocar uma questão retórica, e ouvir. Na maior parte das vezes, não necessito de trazer à baila aquilo que estudei...Àqueles que se querem enquadrar nalguma teoria, dou parte das correntes psicológicas em que me baseio e insisto que o mais importante não é ser-se algo hermético, mas ser-se honesto com a individualidade preciosa que se é.
"...tenho criado este hábito de olhar para as minhas mãos. Não em vaidade, não. Não é com aquela forma de olhar de perspetiva estética...Normalmente, quando alguém faz isso os dedos estão hirtos e há tensão na palma da mão. O meu olhar carrega uma outra perspetiva, um outro significado... Acho que de certa forma, talvez mais clássica (digo clássica em alusão às estátuas romanas ou gregas em que as mãos nunca estão fletidas), quero ver nelas o efeito do meu esforço. Quero ver um pouco dessa relação de causa e efeito.
Quando olho não estou a analisa-las. É uma espécie de quiromancia. Analiso nos traços delas a erosão da alma em consequência do que passei e passo."
O Luís chegou até mim dizendo-se deprimido. Filho mais novo de um casal com dinâmicas mal articuladas e com laivos de toxicidade, e irmão de uma workaholic. Leitor ávido, sem grande interesse por música. Amizades dos tempos da escola secundária e um ou outro colega do curso de Engenharia Informática. Nas palavras do próprio "um despojo amoroso" de uma rara relação, altamente idealizada, que não correu bem.
Tem uma forma de falar que permite denotar inteligência e idealização de relações. Algo extremamente quando comum atentando ao padrão disfuncional que teve como exemplo.
"Em que tipo de situações, e com que frequência, isso que descreve acaba por acontecer?" devolvo-lhe.
"Acontece sobretudo quando me abstraio do que estou a fazer. A Inês costumava dizer-me que eu tinha uma forma tola de lhe tocar. Ela achava a minha postura das mãos divertida..." diz ele enquanto observo o que parece um toque nervoso, esfrega a unha do polegar na extremidade do dedo indicador.
"Isso provocava-lhe desconforto?" digo depois duns breves segundos, em que quero provocar-lhe sobre a reflexão que fez.
"Sim... Embora não me considere muito expansivo. Sinto que de engraçado passei a algo desagradável e incómodo. É difícil explicar..."
Sinto-me entediada. Levo o trabalho muito a sério e por isso sei bem que o mais importante é saber esquecer que o tenho. O Luís sente-se único, mas é gentil em relação à dor que sente: não quer que eu a sinta. Sente-se vulnerável e fraco por não a conseguir gerir. Este tipo de comportamento é, em si tão comum, que é o belo do pão com manteiga da psicologia. É a dor de alguém bom, que vai ficar bem. Só e apenas isso...
O que devo fazer com este recorrente tédio?
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2020.06.24 20:26 Young_Gouda Ajuda/Conselhos para quem está a começar na vida

Boa tarde a todos, estou com algumas dificuldades em navegar na quantidade de informação que existe sobre finanças pessoais na Internet, e precisava de um resumo daquilo que é mais importante começar a fazer para alguém na minha situação.
Para já alguns detalhes para contexto:

- Objectivo principal a curto/médio prazo é comprar uma casa e arrendar um dos quartos para poder de sair da dos meus pais, estou apenas à espera que me dêem contracto sem termo no trabalho (ainda estou a 6 meses) e a depois já posso ir a um banco, o Crédito Agrícola pelo que vi tem boas condições de crédito para jovens;
Agora com isto, tenho algumas ideias por onde começar a criar uma base estável e diversificada e muitas dúvidas:
- Devo criar uma conta poupança habitação para a casa?
- Devia começar já a pôr dinheiro de lado para reforma?
- Vi que na América é bom ganhar crédito através de usar cartões de crédito e pagá-los na totalidade para ganhar confiança dos bancos e algumas regalias futuras, em Portugal é igual e compensa?
- Futuramente queria começar a investir algum dos meus rendimentos em diversas opções para tentar ter dinheiro a crescer com o tempo, mas infelizmente ainda não sei nada sobre isto, se alguém me poder indicar num caminho que faça sentido na minha situação agradecia;
- E por último queria também perguntar que livros, artigos, jornais, podcasts, etc. eu devia ler para conseguir aprender mais sobre gerir o meu dinheiro da melhor forma.
Obrigado a todos desde já, e qualquer dúvida disponham.
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